sábado, 19 de abril de 2008

Silvio Berlusconi regressou na sexta-feira

Silvio Berlusconi regressou na sexta-feira ao cenário da diplomacia internacional ao receber o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e propalar uma amizade que, segundo disse, seria vantajosa para a Itália e o mundo.
O evento, porém, perdeu uma parcela de seu glamour quando Putin viu-se forçado, diante das câmeras de TV, a negar as informações de que teria se divorciado secretamente de sua mulher e que pretendia casar-se com uma campeã de ginástica olímpica.
Berlusconi, eleito para um terceiro mandato como primeiro-ministro da Itália, deu as boas-vindas ao líder russo em sua vila de veraneio, na ilha da Sardenha, um ambiente informal feito sob medida para destacar a natureza pessoal da relação mantida pelos dois.
Depois de uma noite de celebrações na quinta-feira, que incluiu um musical de comédia, Berlusconi e Putin realizaram uma entrevista coletiva e falaram sobre uma cooperação no setor energético e uma eventual cooperação entre suas companhias aéreas nacionais.
Após meses de especulação envolvendo a Aeroflot, Putin disse que a empresa russa poderia dar início a negociações sobre oferecer apoio à Alitalia, que está perto da falência.
"Tudo fica mais fácil se há uma relação de estima mútua, uma relação de confiança, uma relação de respeito e de amizade", disse aos repórteres Berlusconi, que deve tomar posse no começo de maio.
O futuro dirigente acrescentou que sua profunda amizade com Putin permitia aos dois países uma melhor compreensão um do outro - algo que, segundo Berlusconi, serviria "aos interesses não apenas dos nossos dois países, mas, creio eu, do mundo todo".
O líder russo e o premiê eleito aproximaram-se durante o último mandato de Berlusconi (de 2001-2006), quando o foco deste último sobre a Rússia, Israel e os EUA isolou a Itália dentro da União Européia (UE).
Após as eleições gerais de 13 e 14 de abril, Berlusconi, um magnata da mídia bilionário, disse que ajudará a UE a reconquistar a influência supostamente perdida desde que ele saiu do poder.
O futuro premiê afirmou desejar ampliar os laços que se aprofundaram bastante em 2006, quando, sob o comando de Romano Prodi, o primeiro-ministro italiano hoje em final de mandato, a Itália e a Rússia assinaram uma parceria nos setores de gás e petróleo por meio da Gazprom e da Eni .
Mas o civilizado evento sofreu um inesperado revés logo ao iniciar-se. O jornalista de um diário russo perguntou a Putin sobre as reportagens dando conta de que havia se divorciado de sua mulher, Lyudmila, para casar-se com Alina Kabayeva, 24, campeã de ginástica olímpica.
"Não há um pingo de verdade nisso que você disse," afirmou o líder russo, 55. "Sempre reagi negativamente àqueles que, com seus narizes intrometidos e fantasias eróticas, invadem a vida dos outros."

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Berlusconi espera que UE "recupere influência global"
16/04/2008 Reuters


O futuro primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse nesta quarta-feira que pretende ajudar a União Européia a recuperar parte de sua influência mundial que, em sua opinião, foi perdida desde sua última passagem pelo poder.
Falando a um de seus canais de TV, o magnata de 71 anos, vencedor das eleições parlamentares desta semana, disse que a UE precisa de "um esquadrão de liderança de primeira linha".
"Há necessidade de reconstruir uma Europa que tenha protagonismo no mundo ocidental, que possa combater com determinação os problemas que o mundo enfrenta", disse o líder conservador, que deve voltar em maio ao cargo de premiê, que já ocupou em duas ocasiões.
Na segunda delas (2001-06), foi acusado de isolar a Itália de seus parceiros europeus e de priorizar as relações com Estados Unidos, Rússia e Israel.
Famoso por ter feito "chifrinhos" num ministro espanhol na foto oficial de uma cúpula, ele também chocou o Parlamento Europeu em 2003 ao comparar um deputado alemão a um guarda de campo de concentração.
Na terça-feira, Berlusconi disse que seria "o mais velho, perdão quero dizer o mais sábio" nas cúpulas da UE.
Na quarta-feira, afirmou ter mantido boas relações pessoais com líderes mundiais durante o período que passou na oposição. Disse já ter sido convidado pelo primeiro-ministro Gordon Brown para ir a Londres e mantido conversas com os premiês José Luis Rodríguez Zapatero da Espanha e Ângela Merkel da Alemanha.
Sólido aliado dos EUA na "guerra contra o terrorismo", Berlusconi declarou também que já foi convidado pelo presidente George Bush para jantar na Casa Branca, mas não citou a data.
Em fim de mandato, o presidente russo, Vladimir Putin, deve visitar Berlusconi - terceiro homem mais rico da Itália e dono do time de futebol Milan - em sua mansão da Sardenha, na quinta-feira.

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O vencedor das eleições italianas, Silvio Berlusconi,

anunciou nesta terça-feira, 15/4/2008 um plano para salvar a empresa aérea Alitalia e limpar o lixo acumulado de Nápoles. Um dia antes, o agora futuro primeiro-ministro impôs uma folgada maioria nas eleições parlamentares. Das 315 cadeiras do Senado, a coalizão de Berlusconi deve controlar pelo menos 167. A oposição, comandada pelo derrotado Walter Veltroni, terá 130 postos, e o restante ficará com partidos minoritários. Na Câmara dos Deputados, resultados finais apontaram que Berlusconi ficou com 46% dos votos, enquanto o bloco de Veltroni teve 39%.
Berlusconi, de 71 anos, prometeu contar até o fim de semana com um gabinete "mais reduzido" que de seu antecessor, Romano Prodi. Em entrevista à televisão estatal, o veterano político afirmou que o gabinete será formado fundamentalmente "por pessoas que trabalharam para mim nos cinco anos que durou meu governo". Berlusconi indicou que Franco Frattini, comissário de Justiça da União Européia, deve voltar a ocupar o cargo de ministro das
Relações Exteriores. Giulio Tremonti deve comandar o Ministério da Fazenda. A Itália apresenta vários problemas para o novo governo. O desemprego entre os jovens tem sido elevado durante anos, os preços de bens de consumo dispararam, a inflação está nos níveis mais elevados dos últimos anos, o lixo se acumula nas ruas de Nápoles e outras cidades meridionais e a venda da Alitalia fracassaram.
Berlusconi anunciou planos para enfrentar os problemas do país antes mesmo de receber o pedido oficial para formar o novo governo. O presidente italiano pedirá a ele que forme o governo, ainda que não esteja claro exatamente quando - o processo pode demorar até duas semanas.
Berlusconi afirmou hoje que cumprirá sua promessa eleitoral de se reunir com os ministros pela primeira vez em Nápoles. Moradores da cidade têm queimado o lixo que congestiona as ruas. "Estarei em Nápoles três dias por semana" para resolver o problema do lixo, prometeu Berlusconi.

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Berlusconi fala em combater "exército do mal" da imigração


Magnata foi eleito pela terceira vez premiê italiano. Berlusconi precisa montar uma coalizão com o partido xenófobo
O italiano Silvio Berlusconi prometeu nesta terça-feira (15) usar a sua expressiva vitória eleitoral para realizar reformas econômicas e conter a imigração ilegal, de modo a impedir a entrada de estrangeiros que possam cometer crimes, o que ele chamou de "exército do mal".
O bilionário conservador de 71 anos foi eleito na votação de domingo e segunda-feira para governar a Itália pela terceira vez. Para isso, porém, ele precisa montar uma coalizão com o partido xenófobo Liga Norte, que teve cerca de 8% dos votos.
Em declarações que devem agradar em cheio à Liga Norte, ele acenou com medidas duras contra a criminalidade, que muitos italianos atribuem à imigração ilegal. Prometeu também ajuda à empresa aérea Alitalia e medidas contra a "crise do lixo" em Nápoles.
"Uma das primeiras coisas a fazer é fechar as fronteiras e estabelecer mais campos para identificar cidadãos estrangeiros que não têm empregos e são forçados a uma vida de crime", disse Berlusconi em entrevista pela TV.
"Segundo, precisamos de mais polícia local, formando um 'exército do bem' nas praças e ruas para se interpor entre o povo italiano e o exército do mal", afirmou.
Os resultados preliminares mostram que a Liga Norte será a terceira maior força do Parlamento, atrás do Povo da Liberdade (de Berlusconi) e do Partido Democrático (centro-esquerda).
O líder da Liga, Umberto Bossi, disse ao jornal “La Stampa” que o governo deve reformar o sistema tributário e reprimir a imigração ilegal, ou do contrário enfrentará a ira da sua bancada. "Agora precisamos fazer reformas, ou vamos perder a paciência", alertou.
Os grandes derrotados do pleito foram os partidos de extrema esquerda, que pela primeira vez na história recente da Itália não terão representação parlamentar. "O Muro de Berlim agora caiu na Itália também", celebrou Roberto Maroni, da Liga Norte.
Na verdade, deixaram o Parlamento todos os pequenos partidos que durante anos fizeram reféns as coalizões. O primeiro-ministro Romano Prodi teve de renunciar, em janeiro, após perder o apoio de um minúsculo partido católico.
"Este quadro é uma boa notícia: o poder de chantagem dos pequenos partidos foi drasticamente reduzido, e a Itália agora está mais alinhada à experiência de vários outros países europeus", disse o economista Marco Valli, do banco UniCredit.
Agora só haverá seis partidos no Parlamento. Após a eleição de 2006 eram mais de 20.
"Agora vamos governar como grandes democracias ocidentais, com um grande partido no poder e o outro grande partido na oposição", disse Berlusconi. "Com os extremistas fora..., vamos operar com extrema rapidez no Parlamento e trabalhar para modernizar este país."

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