Dia 03 de outubro às 17h30 na Faculdade de Direito de Buenos Aires se reuniu a convenção da repartição América Meridional do Partido Democratico. Precedentemente haviam ocorrido os Congressos de Círculo em todos os países da repartição.
Estavam presentes 42 delegados dos círculos, os 6 delegados da comissão de garantia, e o deputado Fabio Porta, representando o Comitê Nacional. Andrea Lanzi é eleito, unanimemente, presidente do Congresso e lê o relatório dos congressos de círculo a todos os presentes.
Porta, abre os debates pedindo um minuto de silêncio pelos mortos de Messina e fala sobre o partido no território, depois é seguido pela manifestação dos demais delegados presentes.
É afirmada a necessidade de um grande esforço para as eleições primárias de 25 de outubro que elegerão os 12 membros da circunscrição para a assembléia nacional.
Se apresentam como candidatos a delegados para a convenção de Roma de 11 de outubro, Francesco Rotundo, Renata Bueno, Hernan Paez e Pierina Scarpitta, para a lista Bersani, e Aldo Colla, para a lista Franceschini.
A lista Bersani recebe 38 votos e a lista Franceschini 4 votos, tendo sido eleitos portanto os 4 candidatos da lista Bersani.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Onde andam os candidatos “brasileiros” da lista "Associações Italianas na América do Sul"?
Hoje um é réu na fraude que lesou em milhões o parlamento do Rio Grande do Sul, e o outro que depois das eleições eclipsou-se do cenário local onde andará?
Veja a matéria traduzida diretamente do jornal “Repubblica”:
http://roma.repubblica.it/dettaglio/andrini-mi-massacro-alemanno-ci-ripensi/1709573
Nomeado pelo prefeito de Roma, Alemanno, como administrador da Ama Servizi Ambientali.
Indignação das vítimas do raid neofascista.
Pedido de explicações do PD.
E a manifestação do prefeito: "Já se reabilitou"
«Esta nomeação é uma gozação para mim e para todos: reenviem à casa os "ex" nazistas como Andrini». Vinte anos atrás, em 1989, Giannunzio Trovato estava «extendido na entrada do cinema Capranica com vários jovens que seguiam batendo nele», como contou uma testemunha no interrogatório do processo que condenou Stefano Andrini a 4 anos e 8 meses por tentiva de homicídio. Não é suficiente, a indignação pela nomeação de Andrini como administrador da Ama Servizi Ambientali.
Aquele sentimento expressado ontem por Andrea Sesti, a outra vítima que também acabou no hospital com o crânio fraturado pela “violência e a repetição dos golpes” que provocaram a perda de massa cerebral, não é suficiente: “A indignação – diz – é um sentimento bom para uma nota. E o choro da vítima me horroriza tanto quanto o poder de quem a constringe a permanecer como tal. Estou furioso, isto sim. A raiva dura uma vida, se transforma e se adapta às situações, mas não deixa esquecer. Andrini tem um curriculum de arrepiar».
Trovato, que hoje è operador de um centro de deficientes, pede uma reação forte: «É uma ocasião para levantar um coro de indignados “vade retro” de uma esquerda desorientada. Estas pessoas, este governo... nos o quisemos com as nossas escolhas e com os nossos medos. Recomecemos nós mesmos, só assim mandaremos para casa os "ex" nazistas como Andrini e os ex fascistas como o prefeito Alemanno».
E segue crescendo a onda de protestos pela nomeação de prestígio do ex naziskin, preso também por uma agressão em 1994 e encontrado com uma pistola e um soco inglês em casa. Ele è bem conhecido pela divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais da Polícia Italiana: num informativo de 2007 ela cita-o como autor do site dos Irredutíveis definindo-o «o conhecido Stefano Andrini, connhecido pela sua presença e militância nos grupos de extremissima direita».
Umberto Marroni, do PD, pede a intervenção de Alemanno: «Se mobilize para a revogação de uma nomeação inoportuna e inadeguada». Mas de Lourdes o prefeito responde: «Não me cabe, seria ilegítimo. Existe a autonomia do CDA da Ama, e não esiste motivos concretos para fazê-lo. Andrini reabilitou-se amplamente. Pedi explicações, mas eles deram e eu estou ciente. Panzironi me disse que nestes meses demonstrou uma grande eficiência gerencial».
(La Repubblica, 03 de setembro de 2009)
Veja também:
http://www.emigrazione-notizie.org/news.asp?id=4591 de 15 de março de 2008
O senador italo argentino candidata o neofascista Stefano Andrini, condenado em 1989
Volta aos velhos amores, Luigi Pallaro, «o homem vertical», o velho amigo de Mirko Tremaglia. Sem freios, depois de se libertar da ala mais progressista liderada pelo seu ex companheiro de chapa em 2006 Ricardo Merlo que hoje corre sozinho numa competição com o centro esquerda, o potente líder do empresariado italo-argentino apresenta na sua chapa uma dupla arrepiante: Stefano Andrini e Adriano Bonaspetti, almas negras de Porto Alegre, Brasil. Nos sites destes indicam votar no primeiro para a Câmara e no segundo para o Senado.
Adriano Bonaspetti, 73 anni, na América do Sul è também chamado de «Malaspetti». Presidente do Comites (Comite dos Italianos Residentes no Exterior) local, está sendo investigado no estado do Rio Grande do Sul por fraude, tendo sido acusado de obter com a juda de um cumplice selos adquiriso pelo parlamento brasileiro par uso exclusivamente interno, e tê-los usado durante a campanha eleitoral de 2006.
Mas é Stefano Andrini a figura mais negra com um curriculum que se caracteriza pela permanência nos últimos 20 anos com a extrema direita italiana. Finge-se de defensor dos italianos no exterior tendo a dupla cidadania – casou-se com uma brasileira – mesmo que passe a maior parte do tempo em Roma. Pallaro é um meio para chegar ao parlamento.
Andrini inicia cedo sua atividade política, acompanhado do gêmeo Germano. Na metade dos anos 80, jovens, fazem saltar um coletivo - e nome di uma transmissão da Rádio Onda Vermelha – próxima aos estudantes da Autonomia Operária. São afastados, como recorda um “companheiro”, “pela violência excessiva e pela ambiguidade». Desde 1988 os gêmeos começam a frequentar o recèm nascido movimento skinhead de extrema direita que redescobre os ideais nazistas. A polícia no mesmo ano assinala uma passagem deles na cidadezinha alemã de Wunsiedel, durante uma comemoração para Rudolf Hess, delfim do Hitler. Em Roma frequentam os naziskin da Piazza di Spagna e as agressões a migrantes e «zecche» se tornam rotina. Aos 10 de junho de 1989 exageram: junto a outros agridem fora do cinema Capranica com barras de ferro dois jovens, Andrea Sesti (que entrará em coma) e Giannunzio Trovato.
Identificados, os Andrini são imediatamente denunciados, mas durante o processo judiciário, conseguem deixar a aitália e ir para a Suécia. São deportados depois de 3 meses e condenados à 4 anos e 8 meses por tentativa de homicídio e lesões graves. Entre a condicional e a pena, ficam pouco tempo na prisão. Depois de sair o comportamento deles não muda. Se aproximam primeiro da facção skin do Movimento político, grupo fundado por Maurizio Boccacci, e depois militam na Alternativa Nazional Popular de Stefano Delle Chiaie, a direita elitista. Dizem que neste últimos Stefano Andrini também tenha “visitado” a Croácia para apoiar os «nacionalistas» Ustasha. Em 1994 torna-se chefe de redação do jornal de Della Chiaie «Spina nel Fianco», não parando nunca de promover os confrontos. No mesmo ano, de fato, com Germano ataca a pedradas uma iniziativa universitária dos grupos de esquerda. Os gêmeos são denunciados por violência e durante a revista da casa destes a polícia encontra uma pistola calibre 22 e material louvando o fascismo. Daquele momento em diante desaparecem da cena política. Por outro lado se atenua a atividade de toda a extrema direita.
Stefano Andrini reaparece em 2000 junto a Tremaglia, trabalha com ele até 2006. É uma "outra pessoa", mas só até certo ponto. O site dos “ultras de direita” da Lazio “Irriducibili” esta no nome de Stefano e este foi membro da polisportiva romana Luditur, que è conhecida como time fascista romano. Enfim, se tivesse sido eleito seria um neofascista a mais no Parlamento.
Veja a matéria traduzida diretamente do jornal “Repubblica”:
http://roma.repubblica.it/dettaglio/andrini-mi-massacro-alemanno-ci-ripensi/1709573
Nomeado pelo prefeito de Roma, Alemanno, como administrador da Ama Servizi Ambientali.
Indignação das vítimas do raid neofascista.
Pedido de explicações do PD.
E a manifestação do prefeito: "Já se reabilitou"
«Esta nomeação é uma gozação para mim e para todos: reenviem à casa os "ex" nazistas como Andrini». Vinte anos atrás, em 1989, Giannunzio Trovato estava «extendido na entrada do cinema Capranica com vários jovens que seguiam batendo nele», como contou uma testemunha no interrogatório do processo que condenou Stefano Andrini a 4 anos e 8 meses por tentiva de homicídio. Não é suficiente, a indignação pela nomeação de Andrini como administrador da Ama Servizi Ambientali.
Aquele sentimento expressado ontem por Andrea Sesti, a outra vítima que também acabou no hospital com o crânio fraturado pela “violência e a repetição dos golpes” que provocaram a perda de massa cerebral, não é suficiente: “A indignação – diz – é um sentimento bom para uma nota. E o choro da vítima me horroriza tanto quanto o poder de quem a constringe a permanecer como tal. Estou furioso, isto sim. A raiva dura uma vida, se transforma e se adapta às situações, mas não deixa esquecer. Andrini tem um curriculum de arrepiar».
Trovato, que hoje è operador de um centro de deficientes, pede uma reação forte: «É uma ocasião para levantar um coro de indignados “vade retro” de uma esquerda desorientada. Estas pessoas, este governo... nos o quisemos com as nossas escolhas e com os nossos medos. Recomecemos nós mesmos, só assim mandaremos para casa os "ex" nazistas como Andrini e os ex fascistas como o prefeito Alemanno».
E segue crescendo a onda de protestos pela nomeação de prestígio do ex naziskin, preso também por uma agressão em 1994 e encontrado com uma pistola e um soco inglês em casa. Ele è bem conhecido pela divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais da Polícia Italiana: num informativo de 2007 ela cita-o como autor do site dos Irredutíveis definindo-o «o conhecido Stefano Andrini, connhecido pela sua presença e militância nos grupos de extremissima direita».
Umberto Marroni, do PD, pede a intervenção de Alemanno: «Se mobilize para a revogação de uma nomeação inoportuna e inadeguada». Mas de Lourdes o prefeito responde: «Não me cabe, seria ilegítimo. Existe a autonomia do CDA da Ama, e não esiste motivos concretos para fazê-lo. Andrini reabilitou-se amplamente. Pedi explicações, mas eles deram e eu estou ciente. Panzironi me disse que nestes meses demonstrou uma grande eficiência gerencial».
(La Repubblica, 03 de setembro de 2009)
Veja também:
http://www.emigrazione-notizie.org/news.asp?id=4591 de 15 de março de 2008
O senador italo argentino candidata o neofascista Stefano Andrini, condenado em 1989
Volta aos velhos amores, Luigi Pallaro, «o homem vertical», o velho amigo de Mirko Tremaglia. Sem freios, depois de se libertar da ala mais progressista liderada pelo seu ex companheiro de chapa em 2006 Ricardo Merlo que hoje corre sozinho numa competição com o centro esquerda, o potente líder do empresariado italo-argentino apresenta na sua chapa uma dupla arrepiante: Stefano Andrini e Adriano Bonaspetti, almas negras de Porto Alegre, Brasil. Nos sites destes indicam votar no primeiro para a Câmara e no segundo para o Senado.
Adriano Bonaspetti, 73 anni, na América do Sul è também chamado de «Malaspetti». Presidente do Comites (Comite dos Italianos Residentes no Exterior) local, está sendo investigado no estado do Rio Grande do Sul por fraude, tendo sido acusado de obter com a juda de um cumplice selos adquiriso pelo parlamento brasileiro par uso exclusivamente interno, e tê-los usado durante a campanha eleitoral de 2006.
Mas é Stefano Andrini a figura mais negra com um curriculum que se caracteriza pela permanência nos últimos 20 anos com a extrema direita italiana. Finge-se de defensor dos italianos no exterior tendo a dupla cidadania – casou-se com uma brasileira – mesmo que passe a maior parte do tempo em Roma. Pallaro é um meio para chegar ao parlamento.
Andrini inicia cedo sua atividade política, acompanhado do gêmeo Germano. Na metade dos anos 80, jovens, fazem saltar um coletivo - e nome di uma transmissão da Rádio Onda Vermelha – próxima aos estudantes da Autonomia Operária. São afastados, como recorda um “companheiro”, “pela violência excessiva e pela ambiguidade». Desde 1988 os gêmeos começam a frequentar o recèm nascido movimento skinhead de extrema direita que redescobre os ideais nazistas. A polícia no mesmo ano assinala uma passagem deles na cidadezinha alemã de Wunsiedel, durante uma comemoração para Rudolf Hess, delfim do Hitler. Em Roma frequentam os naziskin da Piazza di Spagna e as agressões a migrantes e «zecche» se tornam rotina. Aos 10 de junho de 1989 exageram: junto a outros agridem fora do cinema Capranica com barras de ferro dois jovens, Andrea Sesti (que entrará em coma) e Giannunzio Trovato.
Identificados, os Andrini são imediatamente denunciados, mas durante o processo judiciário, conseguem deixar a aitália e ir para a Suécia. São deportados depois de 3 meses e condenados à 4 anos e 8 meses por tentativa de homicídio e lesões graves. Entre a condicional e a pena, ficam pouco tempo na prisão. Depois de sair o comportamento deles não muda. Se aproximam primeiro da facção skin do Movimento político, grupo fundado por Maurizio Boccacci, e depois militam na Alternativa Nazional Popular de Stefano Delle Chiaie, a direita elitista. Dizem que neste últimos Stefano Andrini também tenha “visitado” a Croácia para apoiar os «nacionalistas» Ustasha. Em 1994 torna-se chefe de redação do jornal de Della Chiaie «Spina nel Fianco», não parando nunca de promover os confrontos. No mesmo ano, de fato, com Germano ataca a pedradas uma iniziativa universitária dos grupos de esquerda. Os gêmeos são denunciados por violência e durante a revista da casa destes a polícia encontra uma pistola calibre 22 e material louvando o fascismo. Daquele momento em diante desaparecem da cena política. Por outro lado se atenua a atividade de toda a extrema direita.
Stefano Andrini reaparece em 2000 junto a Tremaglia, trabalha com ele até 2006. É uma "outra pessoa", mas só até certo ponto. O site dos “ultras de direita” da Lazio “Irriducibili” esta no nome de Stefano e este foi membro da polisportiva romana Luditur, que è conhecida como time fascista romano. Enfim, se tivesse sido eleito seria um neofascista a mais no Parlamento.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Congresso do Circolo PD Porto Alegre
Buscando avançar no processo de construção da representação do Partido Democrático junto a comunidade italiana no exterior, e em especial à comunidade italiana da circunscrição do Rio Grande do Sul, o Circolo PD Porto Alegre está convocando a comunidade local para o seu congresso de circolo que irá ocorrer aos 11 de setembro de 2009, sexta-feira, junto à Assembléia Legislativa del RS, sala Alberto Pasqualini, 4º andar, das 12 às 14 horas, com a presença do deputado Fábio Porta e da comissão de garantia .
Durante a Assembléia serão apresentadas as propostas dos candidatos Pierluigi Bersani, Dario Franceschini e Ignazio Marino, à Secretário Geral do Partido. Nesta mesma data, depois de debater as propostas, deverão ser eleitos os delegados para o Congresso de Repartição (América Latina)entre os sócios do círculo.
Durante a Assembléia serão apresentadas as propostas dos candidatos Pierluigi Bersani, Dario Franceschini e Ignazio Marino, à Secretário Geral do Partido. Nesta mesma data, depois de debater as propostas, deverão ser eleitos os delegados para o Congresso de Repartição (América Latina)entre os sócios do círculo.
sábado, 20 de dezembro de 2008
IDENTITA’ ITALIANA e MULTICULTURALISMO
Prima Conferenza dei Giovani Italiani nel Mondo
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
IDENTITA’ ITALIANA e MULTICULTURALISMO
L’esito dei nostri lavori in questa commissione si concretizza in due contributi principali:
1. in primo luogo nell’affermazione di principi e linee guida per una migliore comprensione dell’essenza dell’italianità nel mondo
2. in secondo luogo nell’elaborazione di proposte pratiche per l’applicazione effettiva ed efficace di queste idee.
Premesse
Riconosciamo che la realizzazione di questa conferenza e i contenuti che in essa abbiamo discusso rappresentano un momento storico, una svolta che è la base per la costruzione di una nuova idea di nazione che superi le diversità, le frontiere geografiche e simboliche, e che vuole generare una nuova coscienza italiana che ci accomuni. L’apertura al mondo è la chiave della grandezza e dell’eccellenza italiana.
Ci riconosciamo nei valori fondamentali espressi dalla nostra Costituzione e li mettiamo in pratica nei paesi in cui siamo residenti.
L’Italia oggi deve riconoscersi come una Nazione globale, caratterizzata da un multiculturalismo fondato sul dialogo interculturale.
Noi giovani italiani nel mondo dobbiamo quindi assumerci la responsabilità del nostro ruolo di mediatori culturali e raggiungerne la consapevolezza. E’ innegabile che gli italiani sono stati e continuano ad essere orgogliosi ambasciatori di valori, stili di vita, storia, cultura apprezzati in tutto il mondo, nonostante alcuni stereotipi che hanno accompagnato i nostri migranti all’estero.
Identità e multiculturalismo
L’identità nasce dal bisogno di un senso di appartenenza che è proprio dell’essere umano ed implica ed esige coscienza di chi si è e conoscenza di noi stessi e degli altri. L’identità non è un fatto, bensì un processo dinamico che scaturisce da una scelta e si costruisce nella quotidianità attraverso esperienze vissute, condivise e trasmesse. Anche l’italianità ha queste caratteristiche ed è il risultato della dimensione globale in cui oggi siamo inseriti noi giovani.
L’italianità oggi si manifesta in molteplici forme che rispecchiano la diversità delle identità italiane nel mondo; il nostro essere italiani in questo modo è espressione del pluriculturalismo che ha caratterizzato e caratterizza a tutt’oggi l’esperienza della migrazione nelle varie generazioni. Oggi gli italiani nel mondo sono coloro che per primi hanno lasciato l’Italia, spesso spinti dalla necessità, alla ricerca di migliori possibilità, e i loro discendenti; ma sono anche i giovani delle nuove generazioni che continuano a partire per crescere professionalmente e contribuire in questo modo anche alla crescita dei paesi in cui si inseriscono e all’immagine dell’Italia nel mondo.
Sono varie le forme di italianità ed ognuna è caratterizzata dal complesso intreccio di molteplici appartenenze; nella riflessione includiamo gli italiani all’estero (di prima generazione e i discendenti), gli italiani in Italia e gli stranieri che diventano italiani in Italia. Per avere uno spaccato più dettagliato delle specificità di ogni Paese facciamo riferimento ai documenti elaborati negli incontri di Paese in preparazione alla Conferenza e che sono reperibili sul sito del CGIE.
Veicoli di identità
Nella discussione abbiamo individuato i tratti che ci accomunano come italiani:
1. La cultura
Crediamo che un’idea di cultura italiana nelle sue varie dimensioni sia uno dei referenti principali di identificazione.
a. Riconosciamo l’importanza di includere in questo concetto sia la cultura classica (arte, musica, poesia, eccetera) sia quella popolare caratterizzata dalle sue espressioni di tradizioni e costumi;
b. la cultura italiana del passato così come la cultura italiana contemporanea;
c. la cultura italiana generata in Italia, ma anche tutte le espressioni di cultura italiana prodotte fuori dal territorio nazionale e coniugate nelle diverse realtà locali degli italiani all’estero.
2. La lingua
a. Affermiamo che la lingua sia un dovere morale perché veicolo privilegiato di identità e cultura italiana e strumento che favorisce l’integrazione e la partecipazione. E’ però importante rivendicare che la lingua non deve essere considerata un obbligo strumentalizzato per discriminare, ma bensì un diritto da difendere. E’ necessario quindi che si garantiscano le condizioni per potersene appropriare.
b. rivendichiamo l’importanza di recuperare la dignità dell’identità linguistica regionale caratterizzata dall’uso dei dialetti.
3. Legame con il territorio
a. Esiste un’identità italiana che si riconosce nel legame con l’Italia come territorio, nella sua dimensione nazionale e regionale;
b. esiste però anche un’identità cosiddetta “de-territorializzata”, che si fonda sull’idea dell’Italia come nazione globale: si tratta di un’italianità slegata da un referente territoriale. Il territorio è una metafora che raccoglie quello che per ciascuno significa sentirsi italiano nelle forme proprie ad ogni individuo e collettività.
4. Valori comuni
Risaltiamo che l’identità deve fondarsi anche sull’adesione a valori condivisi, tra i quali identifichiamo i seguenti come fondamentali: diritti dell’umanità.
a. i diritti dell’umanità;
b. i valori della Costituzione Italiana, la nostra Costituzione;
c. la solidarietà e l’accoglienza;
d. la voglia di fare e l’impegno.
Cittadinanza
A. In primo luogo affermiamo che è necessario separare il concetto di identità dal concetto di cittadinanza:
• l’identità esiste indipendentemente dalla cittadinanza, è un processo di appropriazione personale e collettivo;
• la cittadinanza è un diritto, che riconosce legalmente un’identità scelta o assunta consapevolmente. E’ quindi necessario creare le condizioni affinché venga riconosciuta agli aventi diritto.
B. La cittadinanza implica diritti e doveri fondamentali ed è uno strumento per mantenere un legame e un referente di identificazione tra gli italiani nel mondo e in Italia:
• diritto/dovere di partecipare (specialmente con il voto, ma anche nelle nostre realtà locali);
• diritto/dovere di informare/informarsi e conoscere/farsi conoscere;
• diritto/dovere all’appartenenza e all’identità
1. per l’integrazione sociale: questo dovere esige che si favoriscano le iniziative che aiutino lo sviluppo e l’appropriazione dell’identità italiana da parte dei nuovi cittadini;
2. per appartenere: fornire e garantire gli strumenti legali per sentirsi parte della collettività italiana e potere partecipare.
a. Chiediamo la ratifica della ius sanguinis per la trasmissione della cittadinanza ai propri discendenti;
b. per velocizzare i tempi di inserimento degli italiani nel tessuto sociale ed economico del Paese, proponiamo il rafforzamento dell’uso di forme legali di appartenenza intermedie (per esempio il permesso di soggiorno immediato) per chi è in attesa di cittadinanza e ne ha diritto.
Interculturalità, multiculturalismo e integrazione
Crediamo che il messaggio di integrazione e dialogo interculturale che stiamo lanciando sia uno dei contributi principali del nostro lavoro. Come cittadini italiani nel mondo, siamo emblema vivente della possibilità, seppur con difficoltà, dell’integrazione nei nostri paesi di residenza, siamo esempio di multiculturalismo perché coniughiamo varie identità nazionali e non, e le conciliamo nel nostro vivere quotidiano.
Crediamo che il nostro essere italiani ci richiami alla responsabilità di partecipazione sia nei nostri paesi che in Italia (esercitando una cittadinanza cosciente sia in Italia che nei nostri paesi di residenza).
Ribadiamo che l’integrazione è basata sulla conoscenza reciproca e sul dialogo interculturale di cui noi siamo ambasciatori e promotori. La volontà di costruire l’integrazione e l’appartenenza deve partire da valori condivisi e basarsi sul rispetto della diversità e la non discriminazione.
Proposte d’azione e impegni
In questa sezione vogliamo plasmare alcuni degli obiettivi centrali di azioni che sono emersi in questi giorni di dibattito. Crediamo che la collaborazione con le diverse realtà che ci rappresentano e nelle quali siamo inseriti nei nostri Paesi sia imprescindibile per poter concretizzare i progetti da noi proposti.
Ci impegniamo ad essere portavoce dei principi e delle proposte che abbiamo discusso ed elaborato e ad essere agenti di cambio nelle nostre realtà locali grazie al sostegno di una rete di solidarietà internazionale e delle nostre istituzioni.
1. Al fine di mantenere saldi i legami della nostra comunità, proponiamo la costituzione e la consolidazione di una rete virtuale di comunicazione, formata da Italiani nel mondo, che consenta diverse attività e scambi di esperienze ( professionali, accademiche, culturali, turistiche, ecc);
2 . proponiamo uno spazio televisivo sulla RAI e sui quotidiani nazionali dedicato a diffondere e far conoscere attraverso una serie di documentari e di articoli le diverse realtà degli italiani nel mondo, con la collaborazione di reti televisive e testate giornalistiche locali;
3 . la creazione di programmi educativi – culturali - civici, sportivi e pubblicazioni in un quadro di solidarietà intergenerazionale che coinvolga la comunità degli italiani nel mondo. Un rapporto qualitativo tra le diverse generazioni contribuisce a rafforzare l’identità e permetterebbe di creare archivi della memoria italiani nel mondo;
4 . la creazione di una commissione giovanile identità “italiana e multiculturalismo” in ogni Paese, con l’obiettivo di coordinare le proposte dei giovani e che interagisca con gli organi di governo italiani dei loro Paesi, da costituirsi entro il 2009, con un piano di lavoro triennale;
5. creare un festival annuale internazionale della Migrazione degli Italiani nel Mondo, da realizzare in Italia e al contempo nei diversi Paesi di residenza;
6. accordi con le case editrici italiane per ottenere sconti sulle pubblicazioni in lingua italiana;
7. promuovere accordi bilaterali con i Governi nazionali e regionali dei diversi Paesi di appartenenza, al fine di agevolare e tutelare l’insegnamento de la lingua e della cultura italiana nelle scuole pubbliche statali di ogni Paese;
8. proponiamo di presentare alla Unione Europea progetti sulla interculturalità delle nostre comunità nel mondo che dovrebbero essere finanziati con i fondi messi a disposizione degli Stati membri enti locali e privati;
9. il riconoscimento della cittadinanza agli aventi diritto deve essere garantito dalle nostre rappresentanze consolari attraverso la realizzazione di pratiche amministrative più snelle nelle forme e nei tempi.
Infine facciamo nostre le parole di un grande cantautore italiano, Giorgio Gaber, quando dice che “l’appartenenza non è un insieme casuale di persone, non è il consenso a un’apparente aggregazione, l’appartenenza è avere gli altri dentro di sé.”
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
IDENTITA’ ITALIANA e MULTICULTURALISMO
L’esito dei nostri lavori in questa commissione si concretizza in due contributi principali:
1. in primo luogo nell’affermazione di principi e linee guida per una migliore comprensione dell’essenza dell’italianità nel mondo
2. in secondo luogo nell’elaborazione di proposte pratiche per l’applicazione effettiva ed efficace di queste idee.
Premesse
Riconosciamo che la realizzazione di questa conferenza e i contenuti che in essa abbiamo discusso rappresentano un momento storico, una svolta che è la base per la costruzione di una nuova idea di nazione che superi le diversità, le frontiere geografiche e simboliche, e che vuole generare una nuova coscienza italiana che ci accomuni. L’apertura al mondo è la chiave della grandezza e dell’eccellenza italiana.
Ci riconosciamo nei valori fondamentali espressi dalla nostra Costituzione e li mettiamo in pratica nei paesi in cui siamo residenti.
L’Italia oggi deve riconoscersi come una Nazione globale, caratterizzata da un multiculturalismo fondato sul dialogo interculturale.
Noi giovani italiani nel mondo dobbiamo quindi assumerci la responsabilità del nostro ruolo di mediatori culturali e raggiungerne la consapevolezza. E’ innegabile che gli italiani sono stati e continuano ad essere orgogliosi ambasciatori di valori, stili di vita, storia, cultura apprezzati in tutto il mondo, nonostante alcuni stereotipi che hanno accompagnato i nostri migranti all’estero.
Identità e multiculturalismo
L’identità nasce dal bisogno di un senso di appartenenza che è proprio dell’essere umano ed implica ed esige coscienza di chi si è e conoscenza di noi stessi e degli altri. L’identità non è un fatto, bensì un processo dinamico che scaturisce da una scelta e si costruisce nella quotidianità attraverso esperienze vissute, condivise e trasmesse. Anche l’italianità ha queste caratteristiche ed è il risultato della dimensione globale in cui oggi siamo inseriti noi giovani.
L’italianità oggi si manifesta in molteplici forme che rispecchiano la diversità delle identità italiane nel mondo; il nostro essere italiani in questo modo è espressione del pluriculturalismo che ha caratterizzato e caratterizza a tutt’oggi l’esperienza della migrazione nelle varie generazioni. Oggi gli italiani nel mondo sono coloro che per primi hanno lasciato l’Italia, spesso spinti dalla necessità, alla ricerca di migliori possibilità, e i loro discendenti; ma sono anche i giovani delle nuove generazioni che continuano a partire per crescere professionalmente e contribuire in questo modo anche alla crescita dei paesi in cui si inseriscono e all’immagine dell’Italia nel mondo.
Sono varie le forme di italianità ed ognuna è caratterizzata dal complesso intreccio di molteplici appartenenze; nella riflessione includiamo gli italiani all’estero (di prima generazione e i discendenti), gli italiani in Italia e gli stranieri che diventano italiani in Italia. Per avere uno spaccato più dettagliato delle specificità di ogni Paese facciamo riferimento ai documenti elaborati negli incontri di Paese in preparazione alla Conferenza e che sono reperibili sul sito del CGIE.
Veicoli di identità
Nella discussione abbiamo individuato i tratti che ci accomunano come italiani:
1. La cultura
Crediamo che un’idea di cultura italiana nelle sue varie dimensioni sia uno dei referenti principali di identificazione.
a. Riconosciamo l’importanza di includere in questo concetto sia la cultura classica (arte, musica, poesia, eccetera) sia quella popolare caratterizzata dalle sue espressioni di tradizioni e costumi;
b. la cultura italiana del passato così come la cultura italiana contemporanea;
c. la cultura italiana generata in Italia, ma anche tutte le espressioni di cultura italiana prodotte fuori dal territorio nazionale e coniugate nelle diverse realtà locali degli italiani all’estero.
2. La lingua
a. Affermiamo che la lingua sia un dovere morale perché veicolo privilegiato di identità e cultura italiana e strumento che favorisce l’integrazione e la partecipazione. E’ però importante rivendicare che la lingua non deve essere considerata un obbligo strumentalizzato per discriminare, ma bensì un diritto da difendere. E’ necessario quindi che si garantiscano le condizioni per potersene appropriare.
b. rivendichiamo l’importanza di recuperare la dignità dell’identità linguistica regionale caratterizzata dall’uso dei dialetti.
3. Legame con il territorio
a. Esiste un’identità italiana che si riconosce nel legame con l’Italia come territorio, nella sua dimensione nazionale e regionale;
b. esiste però anche un’identità cosiddetta “de-territorializzata”, che si fonda sull’idea dell’Italia come nazione globale: si tratta di un’italianità slegata da un referente territoriale. Il territorio è una metafora che raccoglie quello che per ciascuno significa sentirsi italiano nelle forme proprie ad ogni individuo e collettività.
4. Valori comuni
Risaltiamo che l’identità deve fondarsi anche sull’adesione a valori condivisi, tra i quali identifichiamo i seguenti come fondamentali: diritti dell’umanità.
a. i diritti dell’umanità;
b. i valori della Costituzione Italiana, la nostra Costituzione;
c. la solidarietà e l’accoglienza;
d. la voglia di fare e l’impegno.
Cittadinanza
A. In primo luogo affermiamo che è necessario separare il concetto di identità dal concetto di cittadinanza:
• l’identità esiste indipendentemente dalla cittadinanza, è un processo di appropriazione personale e collettivo;
• la cittadinanza è un diritto, che riconosce legalmente un’identità scelta o assunta consapevolmente. E’ quindi necessario creare le condizioni affinché venga riconosciuta agli aventi diritto.
B. La cittadinanza implica diritti e doveri fondamentali ed è uno strumento per mantenere un legame e un referente di identificazione tra gli italiani nel mondo e in Italia:
• diritto/dovere di partecipare (specialmente con il voto, ma anche nelle nostre realtà locali);
• diritto/dovere di informare/informarsi e conoscere/farsi conoscere;
• diritto/dovere all’appartenenza e all’identità
1. per l’integrazione sociale: questo dovere esige che si favoriscano le iniziative che aiutino lo sviluppo e l’appropriazione dell’identità italiana da parte dei nuovi cittadini;
2. per appartenere: fornire e garantire gli strumenti legali per sentirsi parte della collettività italiana e potere partecipare.
a. Chiediamo la ratifica della ius sanguinis per la trasmissione della cittadinanza ai propri discendenti;
b. per velocizzare i tempi di inserimento degli italiani nel tessuto sociale ed economico del Paese, proponiamo il rafforzamento dell’uso di forme legali di appartenenza intermedie (per esempio il permesso di soggiorno immediato) per chi è in attesa di cittadinanza e ne ha diritto.
Interculturalità, multiculturalismo e integrazione
Crediamo che il messaggio di integrazione e dialogo interculturale che stiamo lanciando sia uno dei contributi principali del nostro lavoro. Come cittadini italiani nel mondo, siamo emblema vivente della possibilità, seppur con difficoltà, dell’integrazione nei nostri paesi di residenza, siamo esempio di multiculturalismo perché coniughiamo varie identità nazionali e non, e le conciliamo nel nostro vivere quotidiano.
Crediamo che il nostro essere italiani ci richiami alla responsabilità di partecipazione sia nei nostri paesi che in Italia (esercitando una cittadinanza cosciente sia in Italia che nei nostri paesi di residenza).
Ribadiamo che l’integrazione è basata sulla conoscenza reciproca e sul dialogo interculturale di cui noi siamo ambasciatori e promotori. La volontà di costruire l’integrazione e l’appartenenza deve partire da valori condivisi e basarsi sul rispetto della diversità e la non discriminazione.
Proposte d’azione e impegni
In questa sezione vogliamo plasmare alcuni degli obiettivi centrali di azioni che sono emersi in questi giorni di dibattito. Crediamo che la collaborazione con le diverse realtà che ci rappresentano e nelle quali siamo inseriti nei nostri Paesi sia imprescindibile per poter concretizzare i progetti da noi proposti.
Ci impegniamo ad essere portavoce dei principi e delle proposte che abbiamo discusso ed elaborato e ad essere agenti di cambio nelle nostre realtà locali grazie al sostegno di una rete di solidarietà internazionale e delle nostre istituzioni.
1. Al fine di mantenere saldi i legami della nostra comunità, proponiamo la costituzione e la consolidazione di una rete virtuale di comunicazione, formata da Italiani nel mondo, che consenta diverse attività e scambi di esperienze ( professionali, accademiche, culturali, turistiche, ecc);
2 . proponiamo uno spazio televisivo sulla RAI e sui quotidiani nazionali dedicato a diffondere e far conoscere attraverso una serie di documentari e di articoli le diverse realtà degli italiani nel mondo, con la collaborazione di reti televisive e testate giornalistiche locali;
3 . la creazione di programmi educativi – culturali - civici, sportivi e pubblicazioni in un quadro di solidarietà intergenerazionale che coinvolga la comunità degli italiani nel mondo. Un rapporto qualitativo tra le diverse generazioni contribuisce a rafforzare l’identità e permetterebbe di creare archivi della memoria italiani nel mondo;
4 . la creazione di una commissione giovanile identità “italiana e multiculturalismo” in ogni Paese, con l’obiettivo di coordinare le proposte dei giovani e che interagisca con gli organi di governo italiani dei loro Paesi, da costituirsi entro il 2009, con un piano di lavoro triennale;
5. creare un festival annuale internazionale della Migrazione degli Italiani nel Mondo, da realizzare in Italia e al contempo nei diversi Paesi di residenza;
6. accordi con le case editrici italiane per ottenere sconti sulle pubblicazioni in lingua italiana;
7. promuovere accordi bilaterali con i Governi nazionali e regionali dei diversi Paesi di appartenenza, al fine di agevolare e tutelare l’insegnamento de la lingua e della cultura italiana nelle scuole pubbliche statali di ogni Paese;
8. proponiamo di presentare alla Unione Europea progetti sulla interculturalità delle nostre comunità nel mondo che dovrebbero essere finanziati con i fondi messi a disposizione degli Stati membri enti locali e privati;
9. il riconoscimento della cittadinanza agli aventi diritto deve essere garantito dalle nostre rappresentanze consolari attraverso la realizzazione di pratiche amministrative più snelle nelle forme e nei tempi.
Infine facciamo nostre le parole di un grande cantautore italiano, Giorgio Gaber, quando dice che “l’appartenenza non è un insieme casuale di persone, non è il consenso a un’apparente aggregazione, l’appartenenza è avere gli altri dentro di sé.”
Mondo del Lavoro e Lavoro nel Mondo
Prima Conferenza dei Giovani Italiani nel Mondo
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
Mondo del Lavoro e Lavoro nel Mondo
Il presente documento si articola in due parti che rappresentano le differenti realtà che i giovani vivono in Europa e nei Paesi extraeuropei.
1. Introduzione
Quella dei Paesi extra europei è una realtà estremamente complessa sotto molti punti di vista, politicamente, storicamente e socialmente. L'aspetto migratorio non fa eccezione, questi Paesi conoscono infatti diversi tipi di migranti italiani, di prima, seconda e terza generazione. Tale diversità rappresenta un enorme bacino di potenzialità da sfruttare.
Esistono infatti giovani imprenditori e professionisti, artigiani, ricercatori e ragazzi che lavorano nel volontariato. Ciascuna di queste categorie contribuisce al progresso dell'Italia. I giovani imprenditori utilizzando macchinari italiani e personale italiano; le persone che lavorano nell'associazionismo svolgendo un lavoro fondamentale di diffusione e mantenimento della cultura italiana e dell'italianità. I giovani emigranti di nuova generazione dal canto loro, tolgono un problema all'Italia lasciando silenziosamente il Paese e cercando all'estero ciò che la loro patria non riesce a dare: un lavoro degno, oggi come tanti anni fa.
La crisi economica mondiale sta passando dall'essere puramente finanziaria all'aspetto della produzione e del consumo: alla cosiddetta economia reale. Ciò può provocare un riflusso migratorio da Paesi con sistemi sociali scarsi a un Paese come l'Italia che possiede uno stato sociale che assiste tutta la popolazione indistintamente. Diventa per tanto fondamentale pensare al modo di risolvere i problemi degli italiani all'estero nel loro Paese di residenza e non obbligarli a venire in Italia per superarli, potendo far collassare il sistema sociale italiano.
La presenza istituzionale e associazionistica italiana nei diversi territori è molteplice e frammentata: pensiamo alle camere di commercio, all'ICE, ai consolati, alle associazioni italiane, ai patronati. Queste entità non riescono ad agire in rete a causa della mancanza di direttive definite e centralizzate a livello continentale e della sovrapposizione di funzioni. Ciò porta a una mancanza di coordinamento dell'agire tanto pubblico quanto privato.
In questo momento il sistema Paese non pensa a politiche per il lavoro, per l'impiego, per la formazione e per lo sviluppo degli italiani all'estero. Un disoccupato italiano nella ricerca di un lavoro o una persona che voglia migliorare la propria situazione lavorativa non può contare su nessun tipo di servizio da parte dello Stato.
In alcuni casi, situazioni già difficili in assoluto sono anche aggravate dalle specificità locali. Per esempio, in Sud Africa si registra una politica discriminativa attuata mediante BEE (Black Economic Empowerment) e “Affirmative Actions”, statuti che danno più opportunità alla popolazione nera e meno agli italo-Sud Africani. Questo è un problema grandissimo che affligge tutti i nostri giovani in Sud Africa che trovano problemi anche a iniziare una nuova attività privata.
2. Ripensamento del Sistema Italia all’estero
Per tutte queste ragioni e in considerazione di questo momento di crisi internazionale, il valore del lavoro assume importanza fondamentale. Per valorizzare al massimo le risorse umane presenti in un territorio è necessario adottare delle politiche del lavoro mentre, ad oggi, l’agire dello Stato italiano si limita ad azioni spot, vedasi corsi di formazione totalmente fuori contesto dalle necessità del territorio di destinazione.
Per avere delle politiche del lavoro è però indispensabile mettere a pieno regime le Istituzioni presenti all’estero che ci sono e in quantità:
• Camere di Commercio
• ICE
• Patronati
• Consolati
• Associazioni italiane
Sono istituzioni che lavorano in maniera indipendente l’una dall’altra, con competenze spesso sovrapposte, per cui è necessario metterle in rete e in sinergia per valorizzarne gli sforzi.
Unendo l’idea di una politica per l’impiego degli italiani all’estero con la valorizzazione delle istituzioni ed associazioni già esistenti nel territorio, l’ipotesi di lavoro da noi indicata è la seguente:
1) da un lato raccogliere la richiesta di risorse umane delle imprese, utilizzando le entità che sono vocazionalmente portate alla relazione con queste, pensiamo in particolare all’ICE e alle Camere di Commercio. Queste dovrebbero mappare in modo dettagliato le esigenze di profili professionali richiesti e porle in un sistema informatico;
2) per quanto concerne l’offerta, utilizzare i patronati (considerando anche la recente modifica della legge 152), associazioni “certificate” e consolati che inserirebbero i dati dei profili offerti dai concittadini nello stesso sistema. I concittadini si recherebbero a tali istituzioni rispondendo a un` “obbligatorietà” di iscrizione mirata all’ottenimento di una base dati specifica sulla materia del lavoro e comprendente dati quali – condizione lavorativa, professione, esperienze, altre – e rinnoverebbero i dati annualmente.
Il sistema è unico per tutti, le informazioni inserite da un soggetto sono totalmente condivise dagli altri.
Per quanto riguarda la costruzione dell’interfaccia di raccolta delle informazioni relative ai profili si può mutuare da quella già utilizzata dal Ministero del Lavoro in Italia per i centri per l’impiego oppure solo fare un collegamento simile a quello che utilizza la piattaforma “easy” con la quale si trasmettono le informazioni dai patronati all’estero all’INPS. Considerando l’incrocio esistente tra i dati INPS, Ministero del Lavoro e Ministero delle Finanze, il Governo avrebbe un’informazione completa sulla condizione di tutti gli italiani all’estero.
La sola riorganizzazione delle strutture non sarebbe sufficiente se non si decidesse a livello centrale di attuare una politica di responsabilizzazione di quelle imprese, grandi, piccole e medie, che investono all’estero affinché considerino l’utilizzo delle risorse umane italiane presenti nel Paese di riferimento. E’ impensabile che imprese come FIAT sbarchino in Sud America con migliaia di posti di lavoro disponibili e nessuno di questi arrivi agli italiani all’estero in forma strutturata e coordinata. Rimarremmo l’unico Paese europeo all’estero a non avere una politica di questo genere a fronte dell’eccellenza della Germania e della Francia, per esempio. Questo sistema non sarebbe di aiuto solo per l’impiego degli italiani all’estero ma un sicuro vantaggio per l’impresa che si trova a lavorare con una cultura simile e sistemi di valore condivisi con tutte le conseguenze positive che ne derivano in termini di produzione e radicamento nel tessuto sociale del territorio.
I benefici del sistema ora esposto sono enormi. Per quanto riguarda ICE e Camere di Commercio queste verrebbero a prestare un servizio prezioso per le imprese aggiungendo valore al loro ruolo di sostegno.
I patronati vedrebbero rinnovata la loro funzione di assistenza ai concittadini all’estero, rivolgendosi a un pubblico giovane finora pressoché ignorato.
L’associazionismo italiano all’estero si vedrebbe riconosciuto da un ruolo fondamentale di miglioramento e di supporto della situazione sociale della comunità italiana, con la possibilità di avvicinare le generazioni giovani demotivate da Istituzioni che non vengono loro incontro nelle problematiche fondamentali quali, in primo luogo, il lavoro.
Ma, al di là dei benefici per ogni singola Istituzione, il valore aggiunto sarebbe di avere finalmente un sistema Italia per il lavoro degli italiani all’estero, di avere delle Istituzioni che lavorano in collaborazione, di avere un database aggiornato da cui trarre le direttive per politiche di formazione per il lavoro efficienti, di avere una comunità italiana (soprattutto giovanile) motivata e soddisfatta dalla presenza delle entità operanti nel territorio.
2.1 Modelli di Valutazione
E parlando di efficienza non si può non pensare a rendere tali sistemi così. Noi giovani siamo sempre estremamente attenti a quelli che sono i tempi e la qualità del servizio offerto.
Proponiamo di istituire dei modelli di valutazione che provvedano feedback alle Istituzioni sui loro processi.
Questo può essere implementato con diverse modalità e con gradi di complessità diversi. Per essere concreti si può iniziare da una “scatola dei suggerimenti” aperta, alla quale le singole Istituzioni diano report periodici e aggiungere un questionario di valutazione del servizio ricevuto dal cittadino ogni qual volta ci si rivolge alle Istituzioni.
Proponiamo che, a partire da noi, si studino le variabili e le modalità più indicate per fare questa analisi, di tradurre i dati e le schede in una sintetica relazione valutativa e di presentarla al Ministero corrispondente affinché possa avere chiara l’immagine che percepiscono gli italiani all’estero delle Istituzioni e dei loro servizi.
Anche in questo caso non chiediamo nuovi fondi, ma semplicemente che si dia attenzione all’efficacia e all’efficienza dei processi in atto, nonostante la scarsità di risorse dove spesso ci si trova ad operare.
2.2 Formazione
Un sistema come quello descritto ci permetterebbe di capire quali sono le vere esigenze formative degli italiani all’estero, in accordo anche con il Paese che li ospita. Renderemmo la formazione all’estero efficiente a partire da una visione “welfare to work” così da ampliare immediatamente il numero di beneficiari dei percorsi formativi, valorizzando le proposte locali senza incidere sul bilancio nazionale italiano. Razionalizzare gli investimenti programmandoli a partire dalle esigenze reali dei beneficiari.
In particolare in Africa e in America Latina, la formazione professionale e l’alta formazione sono una necessità, perché permettono agli italiani in loco di cogliere le opportunità che i mercati locali offrono; permettono inoltre la crescita individuale e collettiva nei vari settori economici, promuovendo la professionalità italiana sotto tutte le sue forme, ma anche di partecipare assiduamente alla crescita sociale ed economica dei Paesi che ci ospitano.
Se questo punto dovesse essere di vostro interesse, siamo pronti a farvi una valutazione specifica dei costi e dei risultati che attraverso questa impostazione la politica di formazione all’estero potrebbe avere. Ancora una volta, come professionisti vi mettiamo a disposizione il nostro tempo e capacità a titolo gratuito affinché non gravi, anche solo lo studio, sul bilancio nazionale.
3. Progetti da sviluppare
3.1 Riconoscimento titoli di studio
Un problema molto sentito da i giovani italiani è senza dubbio il caos e la burocratizzazione che accompagna il processo del riconoscimento dei titoli di studio nelle esperienze di scambio e arricchimento formativo. Allo stesso modo per i professionisti è necessario che il loro titolo sia riconosciuto in altri Paesi. Un ingegnere con anni di esperienza in qualsiasi nazione è pur sempre un ingegnere. Il discorso è valido anche per gli altri professionisti.
Al momento nella mancanza di regole comuni per orientare un giovane al riconoscimento di ciò che gli appartiene, riconosciamo l’ennesimo caso di miopia politica. Oggi questo è possibile solo in virtù di accordi bilaterali, spesso accompagnati da un’eccessiva burocratizzazione, una dispersione delle informazioni e una strada non sempre chiara da seguire. Cosi non si fa altro che far rinunciare un giovane alla propria esperienza di arricchimento formativo, professionale e umano.
La richiesta é che ci siano degli standard che l'Italia riconosca internazionalmente, accompagnati, solo allora, da specifici accordi bilaterali.
Un processo di digitalizzazione on-line, uno sportello telematico in pratica, con informazioni chiare e centralizzate, con “tabelle di conversione” per diplomi e lauree, faciliterebbe la valutazione dei titoli di studio conseguite nei rispettivi Paesi. Bisogna sensibilizzare le università e i programmi di internazionalizzazione per facilitare il processo.
Considerato che avete dato a noi giovani l’opportunità di fare le nostre richieste in questa sede, bisogna partire da un forum di incontro tra le diverse istituzioni sia italiane che estere dove affrontare l’argomento su come redigere una tabella di conversione sulle varie qualifiche e esperienze. Questa commissione si offre di guidare il forum di incontro con l’appoggio e il sostegno del Ministro dell’Istruzione e del sistema educativo italiano. Ci mettiamo a disposizione per fare una relazione completa sulle università del nostro Paese di origine e sugli accordi internazionali che esse hanno stipulato, per agevolare il vostro compito se decidete di impegnarvi sull'argomento.
I vantaggi di un processo di rimodernizzazione sono per noi giovani logici e inevitabili. Si arricchirebbero le opportunità di esperienze internazionali con una formula win-win. Il giovane si formerebbe e confronterebbe con nuove realtà tornando nel proprio Paese con un bagaglio migliore. Allo stesso modo il Paese si troverebbe ad avere una nuova fonte di sapere che contagerebbe il sistema che lo circonda.
Agevoleremmo, infine, la circolazione dei professionisti.
Per esempio, se un Italiano va in Sud Africa porta con se una ventata di italianità che rinfrescherebbe la conoscenza attuale riguardo al Paese. Il giovane che si integra nella società porta i suoi usi e costumi riprendendo quella macchina del tempo che accompagna le vecchie generazioni di emigrati.
Se un Sud Africano viene in Italia dà all’Italia e agli Italiani intorno a lui un’aria di internazionalizzazione. E’ora di iniziare a importare cervelli o quanto meno pensieri.
In un Paese sempre più globalizzato, un giovane che sviluppa la conoscenza della lingua in maniera approfondita, altro non fa che ottenere un vantaggio competitivo su un mondo del lavoro sempre più internazionale; e l’Italia stessa otterrebbe risorse che la rappresenterebbero sempre più egregiamente nel mondo.
Un’ esperienza internazionale altro non fa che dare un’apertura di orizzonti culturali globali, cosi come richiesto dal mercato del terzo millennio.
Non si possono replicare idee e modelli di business vincenti se non si vivono. Andando a vivere un’esperienza all’estero si possono apprendere “best practice” e replicare nel proprio Paese un benchmark produttivo e, aggiungendo l’ingegno tipico di noi italiani, migliorarlo.
Non chiediamo un riconoscimento automatico, chiediamo la creazione di un sistema che ci permetta di integrare i nostri studi con esami o corsi abilitanti allo svolgimento della professione o all’accesso di quei percorsi pubblici e privati che lo richiedano.
3.2 Portale Networking
Nel giugno 2008 una grande casa di produzione automobilistica ha riavviato uno stabilimento nella provincia argentina di Cordoba con un investimento complessivo di più di 500 milioni di dollari. Sono stati creati 6.600 nuovi posti di lavoro. Non essendoci stata una adeguata analisi delle risorse umane italiane locali ed una struttura che permetta di avvicinarsi a loro, l’assunzione di cittadini italiani al interno di questo stabilimento è stata puramente casuale.
Per questo, riteniamo che sia di estrema importanza creare una struttura informatica che permetta di collegare la domanda di lavoro degli italiani esistente nei nostri Paesi di residenza, con la possibile offerta creata da aziende italiane che decidano di fare investimenti in questi Paesi. La struttura dovrà comprendere una pagina web nella quale i professionisti potranno caricare i propri profili personali attraverso un’interfaccia fissa e prestabilita; le aziende, attraverso un motore di ricerca potranno accedere ai profili (conservando la privacy fino al momento in cui il professionista decide di accettare il contatto da parte dell’azienda) che soddisfino le loro esigenze. Questa infrastruttura permetterà alle aziende di trovare professionisti in loco con una cultura lavorativa e lingua comune e inoltre, se instaurata adeguatamente, darà la possibilità di avere un “albo” costantemente aggiornato (a minimo costo) dei professionisti italiani presenti all’estero.
Questo portale potrebbe anche essere uno strumento di diffusione ed informazione centralizzato sugli stage e le diverse offerte formative promesse dai diversi enti (Aziende, Regioni, Ministeri, ecc).
Per l’Europa esiste già un portale web che agevola la mobilità professionale chiamato EURES . Sfortunatamente questo portale è limitato ai confini europei.
Tenendo in conto i costi di sviluppo, si potrebbero ipotizzare due vie: la prima, costituire un portale basandosi sul modello di EURES ma estendendo i confini al resto del mondo, oppure, la seconda strada sarebbe quella di creare una partnership con una o più università italiane che attualmente usino una piattaforma simile per tenere traccia dei propri professionisti ed avvicinarli al mondo del lavoro.
Infine ci sembra importante sottolineare che, essendo le risorse umane la risorsa principale di qualsiasi azienda, la possibilità di creare sinergia tra i professionisti italiani all’estero e le aziende italiane che desiderano sviluppare le proprie attività in questi Paesi può solo significare un beneficio mutuo.
3.3 Lavoro Autonomo
Facciamo un rapido passaggio su alcune iniziative che si potrebbero prendere per favorire il lavoro autonomo.
Fondo per il microcredito
Creazione di un fondo finanziario che permetta ai microimprenditori di poter accedere al capitale iniziale a tassi agevolati e a tempi di restituzione variabili da studiare secondo il caso e comunque a condizioni migliori rispetto a quelle offerte dal mercato. Considerando la difficoltà o in alcuni casi l’impossibilità d’accesso al credito questo fondo rappresenterebbe la possibilità per migliaia d’italiani all’estero di diventare imprenditori attraverso un supporto finanziario e di “coaching” per validare i progetti.
Il fondo, che dovrà essere costituito da una iniezione di capitale pubblico proveniente dall’ente centrale e dalle regioni, in seguito si dovrebbe rigenerare oltre che con la restituzione del prestiti ( revolving ) anche da un sistema di fiscalità internazionale. Crediamo, infatti, che si debba riflettere sulla necessità di un ripensamento da un sistema che esiga dagli investimenti finanziari e commerciali all’estero una percentuale minima per la ricostituzione di questo fondo e la realizzazione di altre attività.
Un Paese che si vota ad essere globalizzato e attento alle esigenze dei suoi elettori all’estero deve prima o poi aprire il dibattito su una qualche forma di fiscalità internazionale.
3.4 Supporto allo sviluppo della piccola e media azienda
L´obiettivo di questa proposta sarebbe la promozione dell’industria italiana partendo dagli italiani all’estero.
Crediamo nella efficacia di un sistema che permetta ad un imprenditore italiano in un Paese estero di poter scegliere l’acquisto di un macchinario italiano, preferito per la sua provenienza, e un sistema di agevolazioni per far fronte all’investimento che ne deriva. Fondi agevolati, o altri sistemi, che permettano di dare sostegno alla creazione di un circolo virtuoso tra credito e produzione che ha come protagonisti gli imprenditori italiani all’estero, gli imprenditori italiani in Italia, il Paese estero e l’Italia.
3.5 Proposta per l'internazionalizzazione della piccola e media impresa italiana
In Italia i distretti industriali sono stati considerati negli anni ‘80 e ‘90 come modelli di riferimento per lo sviluppo della piccola e media impresa (PMI) a livello mondiale. All'inizio dell'anno 2000 questo modello che integra imprese e territorio si é evoluto verso un modello di filiera verticale dove non è necessario il raggruppamento delle PMI in una stessa regione geografica. Si deve riflettere sulle filiere allargate, sui partenariati internazionali, etc.
La globalizzazione ed il bisogno di cercare di essere competitivi sentito dai distretti industriali italiani porta necessariamente a pensare ad una strategia di internazionalizzazione delle PMI.
In America Latina o in Africa esistono condizioni favorevoli per lo stabilimento di PMI italiane: fattori produttivi a costi bassi ed un mercato potenziale di grandi dimensioni che valorizzano il “Made in Italy”, solo per fare alcuni esempi. Cosi come per i Paesi nord americani, ad alta spesa di consumo pro-capite, non rinunciano alla qualità che accompagna i prodotti italiani.
La proposta in questo senso sarebbe quella di creare un contatto tra l'imprenditore italiano e quello extra-europeo per replicare il modello dei distretti industriali al di fuori del confine europeo.
Le strutture esistenti, come l'ICE, SIMEST e SACE, potrebbero offrire un supporto ad entrambi le parti per avviare un vincolo dove si stabilisca, tramite una metodologia predefinita, un rapporto di mutua convenienza.
3.6 Creazione di una denominazione di manifattura
Gli italiani sono conosciuti nel mondo per la loro capacità di fare, di lavorare e di creare. Hanno un’immagine positiva che non viene sfruttata dagli italiani che vivono all’estero, nonostante questi ultimi abbiano contribuito anche loro a creare e diffondere in tutto il mondo tale immagine. È per questo che proponiamo la creazione di una denominazione di manifattura: fatto da un italiano oppure made by italian people, potendo anche aggiungere all’estero.
Questo timbro di qualità dovrà avere dei controlli che assicurino, per esempio, che un prodotto qualsiasi viene fatto secondo un metodo tradizionale italiano.
Si può andare oltre e aggiungere anche la regione dalla quale viene presa questa ricetta o modo di fare. Questo sempre nel caso di un prodotto d’origine agricolo, considerando che un immigrante, quando parte dalla sua terra, porta con sé la sua cultura, il suo modo di fare, le sue ricette e i suoi prodotti tipici.
Nel settore dell’industria, tale concetto si può espandere; possiamo infatti immaginare che un prodotto di un imprenditore italiano possa ottenere questo marchio.
In entrambi i casi, per poter avere questo marchio di qualità, le aziende dovranno produrre questi prodotti secondo un protocollo di qualità che dovrà essere rispettato e certificato.
Il compito della certificazione potrà essere portato avanti, eventualmente, dalle Camere di Commercio (tramite professionisti idonei, che certamente anche essi dovranno avere un’origine italiana) o tramite qualsiasi ente di certificazione di origine italiana.
In questo modo, si da un sostegno a un gran numero d’imprenditori italiani nel mondo, che lavorano e creano ogni giorno un’immagine ancor più positiva del significato del mangiare, bere, indossare o usare qualcosa fatta da un italiano.
Soffermiamoci ora sulla realtà dei Paesi europei.
Riscontriamo un generale malessere legato allo svolgere la propria attività professionale in Italia. Ciò è sostanzialmente dovuto a:
1. Mancanza di meritocrazia nei processi di valutazione (sia nel privato che nel pubblico) che ha come inevitabile conseguenza una drammatica riduzione della mobilità sociale.
2. Una tendenza europea di precarietà del lavoro (contratti a breve termine, stage non retribuiti, salari non adeguati alla professionalità e al tenore di vita) alla quale, in Italia, non fa riscontro la presenza di un sistema adeguato di ammortizzatori sociali.
3. Presenza di una burocrazia inefficiente, che limita le forme di iniziativa, non esclusivamente a livello imprenditoriale.
4. Difficoltà dell’accesso al credito bancario.
In particolare, nell’ambito universitario, è stato evidenziato:
1. Un preoccupante malcostume nelle selezioni e nelle assegnazioni di fondi.
2. La mancanza di un serio meccanismo di valutazione a posteriori dell’attività di ricerca.
3. La mancanza di fondi di ricerca adeguati.
Questi motivi sono alla base della continua emorragia di giovani che sono obbligati ad emigrare dall’Italia e cercare realtà professionali migliori in Europa e Nord Africa. E impediscono il ritorno in patria delle nuove generazioni relative alle vecchie emigrazioni.
Vorremmo sottolineare la problematica tedesca: i ragazzi nati e cresciuti in Germania, dato il loro semilinguismo e il sistema scolastico molto selettivo, frequentano spesso scuole di serie B, che precludono loro la possibilità di accedere all’educazione superiore e al mondo del lavoro specializzato.
Siamo comunque parte integrante dell’Italia. Contribuiamo alla crescita economica italiana, promuovendo, pubblicizzando ed esportando i prodotti italiani all’estero.
Siamo una risorsa per l’Italia e vogliamo continuare a promuovere economicamente il made in Italy in tutte le sue forme. Spesso siamo la punta di diamante, dell’Italia e gli apri pista in nuovi mercati e nuovi settori.
Siamo consapevoli delle difficoltà economiche che attraversa l’Italia in un contesto globale e non siamo e non vogliamo essere un ulteriore peso economico. Siamo comunque un’entrata di capitali (veniamo in vacanza, in tanti vorremmo comprare casa in Italia, compriamo prodotti italiani, lavoriamo per multinazionali di capitale italiano...)
Abbiamo bisogno:
1. che i titoli di studio conseguiti nell’Unione Europa e Svizzera siano riconosciuti automaticamente in Italia, e viceversa. E che i processi di convalida dei titoli conseguiti nei paesi extracomunitari siano facilitati;
2. creazione di corsi di sostegno scolastico all’estero là dove i nostri giovani hanno difficoltà ad integrarsi;
3. diffusione a tappeto dell’informazione di questi corsi e dei corsi che possono interessare gli italiani all’estero;
4. diffusione dell’informazione sul lavoro e delle offerte e domande formative e professionali legate alla popolazione italiana, per esempio creando o rafforzando siti, forum, fiere e database presso organismi italiani all’estero. Informazione in italiano sui sistemi di sicurezza sociale all’estero;
5. facilitazioni dal punto di vista logistico, burocratico, doganale e fiscale dell’import-export nei paesi extracomunitari. Ottimizzazione della logistica e della comunicazione;
6. facilitare il rientro in Italia degli italiani residenti all’estero anche per brevi esperienze, come scambi scolastici, stage, potenziamento del servizio civile per gli italiani residenti all’estero;
7. maggiore sostegno da parte delle istituzioni (consolati, Camere di Commercio, ICE, Comites). La chiusura o la limitazione dei consolati in alcune città a forte presenza italiana è un problema per chi deve spostarsi e perdere ore o giornate di lavoro anche solo per rinnovare un documento. Inoltre è necessaria la riforma di queste istituzioni in vista di una maggiore efficienza.
Siamo grati all’Italia per l’organizzazione di questa Conferenza che dimostra interesse per le nostre realtà molto variegate.
Riteniamo di sottolineare che l’inclusione all’interno del gruppo europeo di giovani provenienti da Paesi come Turchia, Israele, Algeria,e Etiopia ha creato una situazione disomogenea in quanto essi si identificano maggiormente con le problematiche di altre aree geografiche.
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
Mondo del Lavoro e Lavoro nel Mondo
Il presente documento si articola in due parti che rappresentano le differenti realtà che i giovani vivono in Europa e nei Paesi extraeuropei.
1. Introduzione
Quella dei Paesi extra europei è una realtà estremamente complessa sotto molti punti di vista, politicamente, storicamente e socialmente. L'aspetto migratorio non fa eccezione, questi Paesi conoscono infatti diversi tipi di migranti italiani, di prima, seconda e terza generazione. Tale diversità rappresenta un enorme bacino di potenzialità da sfruttare.
Esistono infatti giovani imprenditori e professionisti, artigiani, ricercatori e ragazzi che lavorano nel volontariato. Ciascuna di queste categorie contribuisce al progresso dell'Italia. I giovani imprenditori utilizzando macchinari italiani e personale italiano; le persone che lavorano nell'associazionismo svolgendo un lavoro fondamentale di diffusione e mantenimento della cultura italiana e dell'italianità. I giovani emigranti di nuova generazione dal canto loro, tolgono un problema all'Italia lasciando silenziosamente il Paese e cercando all'estero ciò che la loro patria non riesce a dare: un lavoro degno, oggi come tanti anni fa.
La crisi economica mondiale sta passando dall'essere puramente finanziaria all'aspetto della produzione e del consumo: alla cosiddetta economia reale. Ciò può provocare un riflusso migratorio da Paesi con sistemi sociali scarsi a un Paese come l'Italia che possiede uno stato sociale che assiste tutta la popolazione indistintamente. Diventa per tanto fondamentale pensare al modo di risolvere i problemi degli italiani all'estero nel loro Paese di residenza e non obbligarli a venire in Italia per superarli, potendo far collassare il sistema sociale italiano.
La presenza istituzionale e associazionistica italiana nei diversi territori è molteplice e frammentata: pensiamo alle camere di commercio, all'ICE, ai consolati, alle associazioni italiane, ai patronati. Queste entità non riescono ad agire in rete a causa della mancanza di direttive definite e centralizzate a livello continentale e della sovrapposizione di funzioni. Ciò porta a una mancanza di coordinamento dell'agire tanto pubblico quanto privato.
In questo momento il sistema Paese non pensa a politiche per il lavoro, per l'impiego, per la formazione e per lo sviluppo degli italiani all'estero. Un disoccupato italiano nella ricerca di un lavoro o una persona che voglia migliorare la propria situazione lavorativa non può contare su nessun tipo di servizio da parte dello Stato.
In alcuni casi, situazioni già difficili in assoluto sono anche aggravate dalle specificità locali. Per esempio, in Sud Africa si registra una politica discriminativa attuata mediante BEE (Black Economic Empowerment) e “Affirmative Actions”, statuti che danno più opportunità alla popolazione nera e meno agli italo-Sud Africani. Questo è un problema grandissimo che affligge tutti i nostri giovani in Sud Africa che trovano problemi anche a iniziare una nuova attività privata.
2. Ripensamento del Sistema Italia all’estero
Per tutte queste ragioni e in considerazione di questo momento di crisi internazionale, il valore del lavoro assume importanza fondamentale. Per valorizzare al massimo le risorse umane presenti in un territorio è necessario adottare delle politiche del lavoro mentre, ad oggi, l’agire dello Stato italiano si limita ad azioni spot, vedasi corsi di formazione totalmente fuori contesto dalle necessità del territorio di destinazione.
Per avere delle politiche del lavoro è però indispensabile mettere a pieno regime le Istituzioni presenti all’estero che ci sono e in quantità:
• Camere di Commercio
• ICE
• Patronati
• Consolati
• Associazioni italiane
Sono istituzioni che lavorano in maniera indipendente l’una dall’altra, con competenze spesso sovrapposte, per cui è necessario metterle in rete e in sinergia per valorizzarne gli sforzi.
Unendo l’idea di una politica per l’impiego degli italiani all’estero con la valorizzazione delle istituzioni ed associazioni già esistenti nel territorio, l’ipotesi di lavoro da noi indicata è la seguente:
1) da un lato raccogliere la richiesta di risorse umane delle imprese, utilizzando le entità che sono vocazionalmente portate alla relazione con queste, pensiamo in particolare all’ICE e alle Camere di Commercio. Queste dovrebbero mappare in modo dettagliato le esigenze di profili professionali richiesti e porle in un sistema informatico;
2) per quanto concerne l’offerta, utilizzare i patronati (considerando anche la recente modifica della legge 152), associazioni “certificate” e consolati che inserirebbero i dati dei profili offerti dai concittadini nello stesso sistema. I concittadini si recherebbero a tali istituzioni rispondendo a un` “obbligatorietà” di iscrizione mirata all’ottenimento di una base dati specifica sulla materia del lavoro e comprendente dati quali – condizione lavorativa, professione, esperienze, altre – e rinnoverebbero i dati annualmente.
Il sistema è unico per tutti, le informazioni inserite da un soggetto sono totalmente condivise dagli altri.
Per quanto riguarda la costruzione dell’interfaccia di raccolta delle informazioni relative ai profili si può mutuare da quella già utilizzata dal Ministero del Lavoro in Italia per i centri per l’impiego oppure solo fare un collegamento simile a quello che utilizza la piattaforma “easy” con la quale si trasmettono le informazioni dai patronati all’estero all’INPS. Considerando l’incrocio esistente tra i dati INPS, Ministero del Lavoro e Ministero delle Finanze, il Governo avrebbe un’informazione completa sulla condizione di tutti gli italiani all’estero.
La sola riorganizzazione delle strutture non sarebbe sufficiente se non si decidesse a livello centrale di attuare una politica di responsabilizzazione di quelle imprese, grandi, piccole e medie, che investono all’estero affinché considerino l’utilizzo delle risorse umane italiane presenti nel Paese di riferimento. E’ impensabile che imprese come FIAT sbarchino in Sud America con migliaia di posti di lavoro disponibili e nessuno di questi arrivi agli italiani all’estero in forma strutturata e coordinata. Rimarremmo l’unico Paese europeo all’estero a non avere una politica di questo genere a fronte dell’eccellenza della Germania e della Francia, per esempio. Questo sistema non sarebbe di aiuto solo per l’impiego degli italiani all’estero ma un sicuro vantaggio per l’impresa che si trova a lavorare con una cultura simile e sistemi di valore condivisi con tutte le conseguenze positive che ne derivano in termini di produzione e radicamento nel tessuto sociale del territorio.
I benefici del sistema ora esposto sono enormi. Per quanto riguarda ICE e Camere di Commercio queste verrebbero a prestare un servizio prezioso per le imprese aggiungendo valore al loro ruolo di sostegno.
I patronati vedrebbero rinnovata la loro funzione di assistenza ai concittadini all’estero, rivolgendosi a un pubblico giovane finora pressoché ignorato.
L’associazionismo italiano all’estero si vedrebbe riconosciuto da un ruolo fondamentale di miglioramento e di supporto della situazione sociale della comunità italiana, con la possibilità di avvicinare le generazioni giovani demotivate da Istituzioni che non vengono loro incontro nelle problematiche fondamentali quali, in primo luogo, il lavoro.
Ma, al di là dei benefici per ogni singola Istituzione, il valore aggiunto sarebbe di avere finalmente un sistema Italia per il lavoro degli italiani all’estero, di avere delle Istituzioni che lavorano in collaborazione, di avere un database aggiornato da cui trarre le direttive per politiche di formazione per il lavoro efficienti, di avere una comunità italiana (soprattutto giovanile) motivata e soddisfatta dalla presenza delle entità operanti nel territorio.
2.1 Modelli di Valutazione
E parlando di efficienza non si può non pensare a rendere tali sistemi così. Noi giovani siamo sempre estremamente attenti a quelli che sono i tempi e la qualità del servizio offerto.
Proponiamo di istituire dei modelli di valutazione che provvedano feedback alle Istituzioni sui loro processi.
Questo può essere implementato con diverse modalità e con gradi di complessità diversi. Per essere concreti si può iniziare da una “scatola dei suggerimenti” aperta, alla quale le singole Istituzioni diano report periodici e aggiungere un questionario di valutazione del servizio ricevuto dal cittadino ogni qual volta ci si rivolge alle Istituzioni.
Proponiamo che, a partire da noi, si studino le variabili e le modalità più indicate per fare questa analisi, di tradurre i dati e le schede in una sintetica relazione valutativa e di presentarla al Ministero corrispondente affinché possa avere chiara l’immagine che percepiscono gli italiani all’estero delle Istituzioni e dei loro servizi.
Anche in questo caso non chiediamo nuovi fondi, ma semplicemente che si dia attenzione all’efficacia e all’efficienza dei processi in atto, nonostante la scarsità di risorse dove spesso ci si trova ad operare.
2.2 Formazione
Un sistema come quello descritto ci permetterebbe di capire quali sono le vere esigenze formative degli italiani all’estero, in accordo anche con il Paese che li ospita. Renderemmo la formazione all’estero efficiente a partire da una visione “welfare to work” così da ampliare immediatamente il numero di beneficiari dei percorsi formativi, valorizzando le proposte locali senza incidere sul bilancio nazionale italiano. Razionalizzare gli investimenti programmandoli a partire dalle esigenze reali dei beneficiari.
In particolare in Africa e in America Latina, la formazione professionale e l’alta formazione sono una necessità, perché permettono agli italiani in loco di cogliere le opportunità che i mercati locali offrono; permettono inoltre la crescita individuale e collettiva nei vari settori economici, promuovendo la professionalità italiana sotto tutte le sue forme, ma anche di partecipare assiduamente alla crescita sociale ed economica dei Paesi che ci ospitano.
Se questo punto dovesse essere di vostro interesse, siamo pronti a farvi una valutazione specifica dei costi e dei risultati che attraverso questa impostazione la politica di formazione all’estero potrebbe avere. Ancora una volta, come professionisti vi mettiamo a disposizione il nostro tempo e capacità a titolo gratuito affinché non gravi, anche solo lo studio, sul bilancio nazionale.
3. Progetti da sviluppare
3.1 Riconoscimento titoli di studio
Un problema molto sentito da i giovani italiani è senza dubbio il caos e la burocratizzazione che accompagna il processo del riconoscimento dei titoli di studio nelle esperienze di scambio e arricchimento formativo. Allo stesso modo per i professionisti è necessario che il loro titolo sia riconosciuto in altri Paesi. Un ingegnere con anni di esperienza in qualsiasi nazione è pur sempre un ingegnere. Il discorso è valido anche per gli altri professionisti.
Al momento nella mancanza di regole comuni per orientare un giovane al riconoscimento di ciò che gli appartiene, riconosciamo l’ennesimo caso di miopia politica. Oggi questo è possibile solo in virtù di accordi bilaterali, spesso accompagnati da un’eccessiva burocratizzazione, una dispersione delle informazioni e una strada non sempre chiara da seguire. Cosi non si fa altro che far rinunciare un giovane alla propria esperienza di arricchimento formativo, professionale e umano.
La richiesta é che ci siano degli standard che l'Italia riconosca internazionalmente, accompagnati, solo allora, da specifici accordi bilaterali.
Un processo di digitalizzazione on-line, uno sportello telematico in pratica, con informazioni chiare e centralizzate, con “tabelle di conversione” per diplomi e lauree, faciliterebbe la valutazione dei titoli di studio conseguite nei rispettivi Paesi. Bisogna sensibilizzare le università e i programmi di internazionalizzazione per facilitare il processo.
Considerato che avete dato a noi giovani l’opportunità di fare le nostre richieste in questa sede, bisogna partire da un forum di incontro tra le diverse istituzioni sia italiane che estere dove affrontare l’argomento su come redigere una tabella di conversione sulle varie qualifiche e esperienze. Questa commissione si offre di guidare il forum di incontro con l’appoggio e il sostegno del Ministro dell’Istruzione e del sistema educativo italiano. Ci mettiamo a disposizione per fare una relazione completa sulle università del nostro Paese di origine e sugli accordi internazionali che esse hanno stipulato, per agevolare il vostro compito se decidete di impegnarvi sull'argomento.
I vantaggi di un processo di rimodernizzazione sono per noi giovani logici e inevitabili. Si arricchirebbero le opportunità di esperienze internazionali con una formula win-win. Il giovane si formerebbe e confronterebbe con nuove realtà tornando nel proprio Paese con un bagaglio migliore. Allo stesso modo il Paese si troverebbe ad avere una nuova fonte di sapere che contagerebbe il sistema che lo circonda.
Agevoleremmo, infine, la circolazione dei professionisti.
Per esempio, se un Italiano va in Sud Africa porta con se una ventata di italianità che rinfrescherebbe la conoscenza attuale riguardo al Paese. Il giovane che si integra nella società porta i suoi usi e costumi riprendendo quella macchina del tempo che accompagna le vecchie generazioni di emigrati.
Se un Sud Africano viene in Italia dà all’Italia e agli Italiani intorno a lui un’aria di internazionalizzazione. E’ora di iniziare a importare cervelli o quanto meno pensieri.
In un Paese sempre più globalizzato, un giovane che sviluppa la conoscenza della lingua in maniera approfondita, altro non fa che ottenere un vantaggio competitivo su un mondo del lavoro sempre più internazionale; e l’Italia stessa otterrebbe risorse che la rappresenterebbero sempre più egregiamente nel mondo.
Un’ esperienza internazionale altro non fa che dare un’apertura di orizzonti culturali globali, cosi come richiesto dal mercato del terzo millennio.
Non si possono replicare idee e modelli di business vincenti se non si vivono. Andando a vivere un’esperienza all’estero si possono apprendere “best practice” e replicare nel proprio Paese un benchmark produttivo e, aggiungendo l’ingegno tipico di noi italiani, migliorarlo.
Non chiediamo un riconoscimento automatico, chiediamo la creazione di un sistema che ci permetta di integrare i nostri studi con esami o corsi abilitanti allo svolgimento della professione o all’accesso di quei percorsi pubblici e privati che lo richiedano.
3.2 Portale Networking
Nel giugno 2008 una grande casa di produzione automobilistica ha riavviato uno stabilimento nella provincia argentina di Cordoba con un investimento complessivo di più di 500 milioni di dollari. Sono stati creati 6.600 nuovi posti di lavoro. Non essendoci stata una adeguata analisi delle risorse umane italiane locali ed una struttura che permetta di avvicinarsi a loro, l’assunzione di cittadini italiani al interno di questo stabilimento è stata puramente casuale.
Per questo, riteniamo che sia di estrema importanza creare una struttura informatica che permetta di collegare la domanda di lavoro degli italiani esistente nei nostri Paesi di residenza, con la possibile offerta creata da aziende italiane che decidano di fare investimenti in questi Paesi. La struttura dovrà comprendere una pagina web nella quale i professionisti potranno caricare i propri profili personali attraverso un’interfaccia fissa e prestabilita; le aziende, attraverso un motore di ricerca potranno accedere ai profili (conservando la privacy fino al momento in cui il professionista decide di accettare il contatto da parte dell’azienda) che soddisfino le loro esigenze. Questa infrastruttura permetterà alle aziende di trovare professionisti in loco con una cultura lavorativa e lingua comune e inoltre, se instaurata adeguatamente, darà la possibilità di avere un “albo” costantemente aggiornato (a minimo costo) dei professionisti italiani presenti all’estero.
Questo portale potrebbe anche essere uno strumento di diffusione ed informazione centralizzato sugli stage e le diverse offerte formative promesse dai diversi enti (Aziende, Regioni, Ministeri, ecc).
Per l’Europa esiste già un portale web che agevola la mobilità professionale chiamato EURES . Sfortunatamente questo portale è limitato ai confini europei.
Tenendo in conto i costi di sviluppo, si potrebbero ipotizzare due vie: la prima, costituire un portale basandosi sul modello di EURES ma estendendo i confini al resto del mondo, oppure, la seconda strada sarebbe quella di creare una partnership con una o più università italiane che attualmente usino una piattaforma simile per tenere traccia dei propri professionisti ed avvicinarli al mondo del lavoro.
Infine ci sembra importante sottolineare che, essendo le risorse umane la risorsa principale di qualsiasi azienda, la possibilità di creare sinergia tra i professionisti italiani all’estero e le aziende italiane che desiderano sviluppare le proprie attività in questi Paesi può solo significare un beneficio mutuo.
3.3 Lavoro Autonomo
Facciamo un rapido passaggio su alcune iniziative che si potrebbero prendere per favorire il lavoro autonomo.
Fondo per il microcredito
Creazione di un fondo finanziario che permetta ai microimprenditori di poter accedere al capitale iniziale a tassi agevolati e a tempi di restituzione variabili da studiare secondo il caso e comunque a condizioni migliori rispetto a quelle offerte dal mercato. Considerando la difficoltà o in alcuni casi l’impossibilità d’accesso al credito questo fondo rappresenterebbe la possibilità per migliaia d’italiani all’estero di diventare imprenditori attraverso un supporto finanziario e di “coaching” per validare i progetti.
Il fondo, che dovrà essere costituito da una iniezione di capitale pubblico proveniente dall’ente centrale e dalle regioni, in seguito si dovrebbe rigenerare oltre che con la restituzione del prestiti ( revolving ) anche da un sistema di fiscalità internazionale. Crediamo, infatti, che si debba riflettere sulla necessità di un ripensamento da un sistema che esiga dagli investimenti finanziari e commerciali all’estero una percentuale minima per la ricostituzione di questo fondo e la realizzazione di altre attività.
Un Paese che si vota ad essere globalizzato e attento alle esigenze dei suoi elettori all’estero deve prima o poi aprire il dibattito su una qualche forma di fiscalità internazionale.
3.4 Supporto allo sviluppo della piccola e media azienda
L´obiettivo di questa proposta sarebbe la promozione dell’industria italiana partendo dagli italiani all’estero.
Crediamo nella efficacia di un sistema che permetta ad un imprenditore italiano in un Paese estero di poter scegliere l’acquisto di un macchinario italiano, preferito per la sua provenienza, e un sistema di agevolazioni per far fronte all’investimento che ne deriva. Fondi agevolati, o altri sistemi, che permettano di dare sostegno alla creazione di un circolo virtuoso tra credito e produzione che ha come protagonisti gli imprenditori italiani all’estero, gli imprenditori italiani in Italia, il Paese estero e l’Italia.
3.5 Proposta per l'internazionalizzazione della piccola e media impresa italiana
In Italia i distretti industriali sono stati considerati negli anni ‘80 e ‘90 come modelli di riferimento per lo sviluppo della piccola e media impresa (PMI) a livello mondiale. All'inizio dell'anno 2000 questo modello che integra imprese e territorio si é evoluto verso un modello di filiera verticale dove non è necessario il raggruppamento delle PMI in una stessa regione geografica. Si deve riflettere sulle filiere allargate, sui partenariati internazionali, etc.
La globalizzazione ed il bisogno di cercare di essere competitivi sentito dai distretti industriali italiani porta necessariamente a pensare ad una strategia di internazionalizzazione delle PMI.
In America Latina o in Africa esistono condizioni favorevoli per lo stabilimento di PMI italiane: fattori produttivi a costi bassi ed un mercato potenziale di grandi dimensioni che valorizzano il “Made in Italy”, solo per fare alcuni esempi. Cosi come per i Paesi nord americani, ad alta spesa di consumo pro-capite, non rinunciano alla qualità che accompagna i prodotti italiani.
La proposta in questo senso sarebbe quella di creare un contatto tra l'imprenditore italiano e quello extra-europeo per replicare il modello dei distretti industriali al di fuori del confine europeo.
Le strutture esistenti, come l'ICE, SIMEST e SACE, potrebbero offrire un supporto ad entrambi le parti per avviare un vincolo dove si stabilisca, tramite una metodologia predefinita, un rapporto di mutua convenienza.
3.6 Creazione di una denominazione di manifattura
Gli italiani sono conosciuti nel mondo per la loro capacità di fare, di lavorare e di creare. Hanno un’immagine positiva che non viene sfruttata dagli italiani che vivono all’estero, nonostante questi ultimi abbiano contribuito anche loro a creare e diffondere in tutto il mondo tale immagine. È per questo che proponiamo la creazione di una denominazione di manifattura: fatto da un italiano oppure made by italian people, potendo anche aggiungere all’estero.
Questo timbro di qualità dovrà avere dei controlli che assicurino, per esempio, che un prodotto qualsiasi viene fatto secondo un metodo tradizionale italiano.
Si può andare oltre e aggiungere anche la regione dalla quale viene presa questa ricetta o modo di fare. Questo sempre nel caso di un prodotto d’origine agricolo, considerando che un immigrante, quando parte dalla sua terra, porta con sé la sua cultura, il suo modo di fare, le sue ricette e i suoi prodotti tipici.
Nel settore dell’industria, tale concetto si può espandere; possiamo infatti immaginare che un prodotto di un imprenditore italiano possa ottenere questo marchio.
In entrambi i casi, per poter avere questo marchio di qualità, le aziende dovranno produrre questi prodotti secondo un protocollo di qualità che dovrà essere rispettato e certificato.
Il compito della certificazione potrà essere portato avanti, eventualmente, dalle Camere di Commercio (tramite professionisti idonei, che certamente anche essi dovranno avere un’origine italiana) o tramite qualsiasi ente di certificazione di origine italiana.
In questo modo, si da un sostegno a un gran numero d’imprenditori italiani nel mondo, che lavorano e creano ogni giorno un’immagine ancor più positiva del significato del mangiare, bere, indossare o usare qualcosa fatta da un italiano.
Soffermiamoci ora sulla realtà dei Paesi europei.
Riscontriamo un generale malessere legato allo svolgere la propria attività professionale in Italia. Ciò è sostanzialmente dovuto a:
1. Mancanza di meritocrazia nei processi di valutazione (sia nel privato che nel pubblico) che ha come inevitabile conseguenza una drammatica riduzione della mobilità sociale.
2. Una tendenza europea di precarietà del lavoro (contratti a breve termine, stage non retribuiti, salari non adeguati alla professionalità e al tenore di vita) alla quale, in Italia, non fa riscontro la presenza di un sistema adeguato di ammortizzatori sociali.
3. Presenza di una burocrazia inefficiente, che limita le forme di iniziativa, non esclusivamente a livello imprenditoriale.
4. Difficoltà dell’accesso al credito bancario.
In particolare, nell’ambito universitario, è stato evidenziato:
1. Un preoccupante malcostume nelle selezioni e nelle assegnazioni di fondi.
2. La mancanza di un serio meccanismo di valutazione a posteriori dell’attività di ricerca.
3. La mancanza di fondi di ricerca adeguati.
Questi motivi sono alla base della continua emorragia di giovani che sono obbligati ad emigrare dall’Italia e cercare realtà professionali migliori in Europa e Nord Africa. E impediscono il ritorno in patria delle nuove generazioni relative alle vecchie emigrazioni.
Vorremmo sottolineare la problematica tedesca: i ragazzi nati e cresciuti in Germania, dato il loro semilinguismo e il sistema scolastico molto selettivo, frequentano spesso scuole di serie B, che precludono loro la possibilità di accedere all’educazione superiore e al mondo del lavoro specializzato.
Siamo comunque parte integrante dell’Italia. Contribuiamo alla crescita economica italiana, promuovendo, pubblicizzando ed esportando i prodotti italiani all’estero.
Siamo una risorsa per l’Italia e vogliamo continuare a promuovere economicamente il made in Italy in tutte le sue forme. Spesso siamo la punta di diamante, dell’Italia e gli apri pista in nuovi mercati e nuovi settori.
Siamo consapevoli delle difficoltà economiche che attraversa l’Italia in un contesto globale e non siamo e non vogliamo essere un ulteriore peso economico. Siamo comunque un’entrata di capitali (veniamo in vacanza, in tanti vorremmo comprare casa in Italia, compriamo prodotti italiani, lavoriamo per multinazionali di capitale italiano...)
Abbiamo bisogno:
1. che i titoli di studio conseguiti nell’Unione Europa e Svizzera siano riconosciuti automaticamente in Italia, e viceversa. E che i processi di convalida dei titoli conseguiti nei paesi extracomunitari siano facilitati;
2. creazione di corsi di sostegno scolastico all’estero là dove i nostri giovani hanno difficoltà ad integrarsi;
3. diffusione a tappeto dell’informazione di questi corsi e dei corsi che possono interessare gli italiani all’estero;
4. diffusione dell’informazione sul lavoro e delle offerte e domande formative e professionali legate alla popolazione italiana, per esempio creando o rafforzando siti, forum, fiere e database presso organismi italiani all’estero. Informazione in italiano sui sistemi di sicurezza sociale all’estero;
5. facilitazioni dal punto di vista logistico, burocratico, doganale e fiscale dell’import-export nei paesi extracomunitari. Ottimizzazione della logistica e della comunicazione;
6. facilitare il rientro in Italia degli italiani residenti all’estero anche per brevi esperienze, come scambi scolastici, stage, potenziamento del servizio civile per gli italiani residenti all’estero;
7. maggiore sostegno da parte delle istituzioni (consolati, Camere di Commercio, ICE, Comites). La chiusura o la limitazione dei consolati in alcune città a forte presenza italiana è un problema per chi deve spostarsi e perdere ore o giornate di lavoro anche solo per rinnovare un documento. Inoltre è necessaria la riforma di queste istituzioni in vista di una maggiore efficienza.
Siamo grati all’Italia per l’organizzazione di questa Conferenza che dimostra interesse per le nostre realtà molto variegate.
Riteniamo di sottolineare che l’inclusione all’interno del gruppo europeo di giovani provenienti da Paesi come Turchia, Israele, Algeria,e Etiopia ha creato una situazione disomogenea in quanto essi si identificano maggiormente con le problematiche di altre aree geografiche.
LINGUA E CULTURA
Prima Conferenza dei Giovani Italiani nel Mondo
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
LINGUA E CULTURA
I. L’ITALIA NON E’ SOLO IN ITALIA. LA LINGUA COME LEGAME
Prima ancora del territorio, è la lingua la forma più ancestrale ed universale di unione e riconoscimento di un popolo. Specialmente per gli italiani all’estero, essa rappresenta un elemento di sintesi della dimensione identitaria, di ricchezza culturale e di benessere. Uno strumento così forte da essere paragonato a una calamità talmente potente da riparare alla distanza. Se la lingua è ciò che “istintivamente” ci attrae, ci lega e coinvolge, il primo compito selettivo di una Conferenza dei giovani italiani nel mondo è quello di rivendicare un tale potere di attrazione, anche attraverso la valorizzazione dell’insegnamento dell’italiano all’estero. Questa prima matrice di riconoscimento, deve ottenere cure continue e, quando possibile, un’attenta implementazione delle strutture esistenti. E se è la matrice preliminare del riconoscimento, vale anche in tempi di crisi economica globale.
Nell’ottica di continuare a diffondere e mantenere viva la cultura italiana - eliminando contraddizioni e differenze che possono invece radicalizzare le distanze tra gli italiani residenti in Italia e quelli che vivono in altri contesti nazionali - appare necessario promuovere un rapporto bidirezionale affinché si favorisca l’aggiornamento e la creazione di reti di relazione tra tutti i connazionali, ovunque essi vivano.
L’insegnamento della lingua e della cultura italiana è stato sempre utilizzato strategicamente dal Governo come fondamentale medium della promozione della presenza italiana nel mondo e quale investimento e forma di collegamento verso le future generazioni. Da questo punto di vista, si deve mettere in luce il ruolo di rilievo che gli emigrati hanno avuto, consapevolmente o di fatto, in qualità di moltiplicatori e ambasciatori dell’italianità nel mondo, oltre che di sostegno economico per il Paese di origine (basti pensare, ad esempio, alle rimesse economiche).
I tagli prospettati dalla finanziaria, effettuati pragmaticamente, ma in maniera repentina, ammontano a circa il 64% per le politiche di questo settore e rischiano di compromettere in maniera definitiva lo sforzo intrapreso da generazioni di emigrati per mantenere vive la lingua, la cultura e le tradizioni del loro Paese di origine, nonostante la lontananza dall’Italia. Pur consapevoli della necessità di queste riduzioni, consideriamo comunque opportuna una decisa revisione delle modalità di assegnazione dei fondi per l’insegnamento della lingua e della cultura italiana all’estero, sollecitando una verifica rigorosa della loro gestione (si segnala, ad esempio, il caso degli insegnanti di ruolo designati dal MAE - Ministero degli Affari Esteri - con stipendi significativamente superiori rispetto a quelli dei professori locali e che spesso non possiedono la formazione specifica per insegnare l’italiano quale lingua straniera, come pure, sovente, un’adeguata conoscenza della lingua locale).
Le riduzioni finanziarie indiscriminate colpiranno, dunque, le associazioni e gli enti gestori che, grazie a una tradizione ormai consolidata, offrono ai giovani italiani nel mondo – altrimenti impossibilitati ad avvicinarsi all’Italia sia linguisticamente e culturalmente, che sul piano commerciale o turistico - l’opportunità di studiare la lingua e la cultura italiana, salvaguardando così le proprie radici. Ma è proprio in momenti di crisi che servono appunto progetti chiari, consistenti e trasparenti, perché la comunità sappia quali sono le politiche e le decisioni del Governo nei loro confronti. Affinché non si sprechino tutti questi anni di dedizione, compromettendo, forse definitivamente i ponti che legano l’Italia ai suoi figli lontani si devono gestire attentamente le risorse monetarie esistenti effettuando gli eventuali tagli in maniera meno radicale. Come scelta strategica in tempi di crisi si devono valorizzare le iniziative già esistenti e create nei diversi Paesi, stimolare la loro crescita a livello locale e garantire lo svolgimento delle attività previste dagli accordi già firmati. A sostegno di tale posizione è indispensabile sottolineare il ruolo fondamentale che hanno: i corsi di italiano (retti dalla legge 153), gli Istituti Italiani di Cultura, le scuole italiane all’estero e le associazioni che sono purtroppo costrette a ridurre progressivamente le loro attività e persino a chiudere unità pienamente operative.
Conosciamo la realtà italiana e sappiamo che, come in tutto il mondo, le previsioni sono di recessione economica. A fronte di tale situazione siamo qui non solo per sollecitare una sensibilità diversa nei confronti delle comunità italiane nel mondo, ma soprattutto per offrire le energie e le competenze presenti in esse per valorizzare le esperienze di qualità. L’obiettivo non è dunque unicamente quello di spingere a rivedere i tagli agli investimenti, ma di capitalizzare quanto già esiste (si rammenta che nella maggior parte dei Paesi del mondo operano strutture riconosciute dal Governo italiano che potrebbero essere meglio utilizzate per promuovere la lingua e la cultura e quindi il “prodotto Italia”). Inoltre, dal punto di vista economico la nuova realtà obbliga tutti all’esercizio di un’ottimizzazione delle risorse e persino, grazie alla razionalizzazione degli interventi, a fare di più con meno.
In estrema sintesi e per esemplificare quanto potrebbe esser fatto, grazie ad un’accorta strategia istituzionale, sarebbe possibile sia stabilire nuovi partenariati tra i vari governi locali e quello Italiano per articolare diversamente i costi, sia attivando ulteriori soluzioni di autosostenibilità.
II. POSSIBILI LINEE DI INTERVENTO
a. Per un rinascimento dell’emigrazione. La valorizzazione delle risorse italiane all’estero
Anche nell’era digitale, la lingua resta comunque il primo vettore di comunicazione. È quindi necessario un forte impegno nella salvaguardia e nella promozione della nostra lingua a livello mondiale attraverso:
- una presa di coscienza più forte e convinta da parte dello Stato della complessità e della diversità di ogni realtà locale in cui si è sviluppata una particolare storia dell’emigrazione italiana;
- il mantenimento del diritto all’apprendimento e all’insegnamento dell’italiano in quanto diritto all’istruzione iscritto nella Costituzione della Repubblica (Art. 34);
- una serie di investimenti mirati alla promozione dell’italiano come lingua straniera (da affiancare all’inglese, francese, spagnolo etc.);
- l’adozione di una linea politica di difesa e sostegno della pluralità linguistica e culturale.
b. La distanza da spreco a risorsa. La lingua come calamita
“La lingua più bella del mondo” costituisce, per noi tutti, un patrimonio da salvaguardare e su cui operare una “manutenzione permanente”. Investire nella promozione della lingua è però importante quanto la salvaguardia di quanto è stato fatto finora da attori istituzionali e non in tema di tutela della stessa.
La lingua, la cultura e l’immagine dell’Italia stanno conoscendo in questi anni un insperato quanto potente sviluppo, che allinea finalmente l’immagine dell’Italia a quel ruolo di “Superpotenza Culturale” universalmente riconosciutole in virtù dell’immenso patrimonio artistico e di una storia millenaria al centro di un Mar Mediterraneo culla di tutte le civiltà occidentali. Oramai, inoltre, la nostra lingua non attira più solo per le ben note ragioni (musica, canto, arti, cultura), ma anche per esigenze commerciali, di scambi economici, di finanza.
Le imprese italiane possono facilmente diffondere i loro prodotti tra gli appassionati dell’Italia; è noto che una persona che parla una lingua straniera assume delle affinità commerciali con il Paese in cui tale lingua è parlata. Promuovendo la lingua italiana aumenta, dunque, anche la nostra presenza commerciale nel mondo.
Ecco allora che i corsi di lingua e cultura italiana all’estero sono certamente fondamentali per il loro enorme valore culturale; una valenza relativa però non solo alla necessaria operazione di recupero dell’identità linguistico-culturale delle seconde e successive generazioni, ma anche per lo sviluppo dell’italofonia e dell’italofilia (che vanno di pari passo) e una speculare internazionalizzazione culturale, economica commerciale e turistica dell’Italia.
c. Contro la filosofia dei tagli a pioggia
Consapevoli dell’evoluzione di una congiuntura economica negativa, la ridefinizione nell’investimento rispetto alla diffusione dell’italiano non deve diventare irrazionale e compromettere l’esistenza dei corsi d’italiano. Tagliare in modo indiscriminato i fondi destinati alla promozione della lingua italiana significherebbe, infatti, non solo impedire l’esistenza della nostra lingua fra poche decine d’anni, ma costituirebbe anche il progressivo esaurirsi del mercato trainante dei nostri beni di consumo all’estero. Infatti, mentre altri Paesi stanno investendo centinaia di milioni per diffondere le proprie lingue nelle aree di mercato più importanti del mondo, noi ci muoveremmo in una deleteria controtendenza, se, come si è più volte sottolineato, la promozione della lingua e della cultura italiana all’estero contribuisce all’immagine positiva di qualità e allo sviluppo economico dell’Italia. La prospettiva di soppressione dei finanziamenti e contributi non deve dunque compromettere tutti gli investimenti economici, gli sforzi umani e i risultati culturali e sociali raggiunti finora con grande impegno.
È in tal senso necessario sostenere la lingua e la cultura italiana con una politica seria e ragionata, coscienti che quando muore una lingua muore anche la sua cultura!
d. Acceleratori di culture. Alcune indicazioni progettuali
Esistono molte strutture che, nel loro piccolo, agiscono per la diffusione della lingua e della cultura italiana sul territorio tenendo in conto le esigenze locali.
Aprire il mercato a tutte le strutture già esistenti e meritevoli che siano in grado di proporre e gestire progetti multilaterali, intercomunitari, di scambio, di gemellaggio, progetti linguistici e culturali che sfruttino le risorse e le strutture presenti in ogni Paese o città del mondo e che permettano una razionalizzazione della spesa (cfr. Proposte Operative).
e. La qualità è anche quantità. Per un accesso allargato alla cultura italiana
Alla luce di quanto sinora esposto è possibile individuare almeno tre elementi da cui partire per lavorare a un miglioramento delle politiche di investimento relative all’ambito linguistico e culturale:
- individuare alcuni “indicatori di qualità” da applicare ai corsi forniti da tutte le strutture operanti sui vari territori;
- garantire la formazione e l’aggiornamento del personale docente;
- monitorare le attività e i risultati di tutte le strutture delegate alla promozione dell’italiano in vista della successiva distribuzione delle risorse finanziarie.
III. PROPOSTE OPERATIVE
a. Il bilinguismo
Combattere l’attuale “semilinguismo” di alcuni Paesi, favorendo il bilinguismo sin dall’età prescolare con asili bilingue e corsi di italiano gratuiti a tutti i livelli dell’istruzione. Sensibilizzare a tale riguardo i genitori, affinché sia incrementata non solo la frequenza di tali corsi, ma soprattutto i corsi di sostegno, indispensabili, in particolar modo, per i bambini con conoscenze linguistiche deficitarie.
Il bilinguismo permetterebbe così la piena interazione tra la cultura italiana e quella del luogo in cui si vive e faciliterebbe l’integrazione nei differenti contesti di residenza.
b. Verso una certificazione di qualità
Gli enti che promuovono la lingua e la cultura italiana devono impegnarsi a garantire un insegnamento caratterizzato da: professionalità, qualità e pertinenza dei contenuti dell’insegnamento, considerando, conseguentemente, anche una formazione continua dei docenti.
Per i Paesi in cui insegnanti di lingua e cultura italiane sono già presenti, devono essere favorite le loro assunzioni, permettendo in questo modo una continuità didattica nel tempo e agevolando i rapporti con le istituzioni e le autorità delle nazioni ospitanti. Tali persone, infatti, oltre ad avere le necessarie competenze per un’efficace trasmissione della lingua italiana, conoscono anche la realtà, la cultura e l’idioma del Paese in cui vivono; ciò permetterebbe un conseguente e notevole risparmio allo Stato italiano, in quanto lo solleverebbe dal costo degli onerosi assegni di trasferta che vengono pagati agli insegnati ministeriali. Da questo notevole risparmio di risorse si otterrebbe altresì un duplice vantaggio: 1) il poter inviare insegnanti MAE nei luoghi dove non sono ancora presenti; 2) la formazione di insegnanti locali mediante corsi professionali già esistenti con l’aggiunta di stage e corsi di aggiornamento in Italia per periodi di tempo determinati, che diano loro le qualifiche necessarie per poter insegnare la lingua e la cultura italiane nei loro Paesi di residenza. L’insegnamento della lingua e cultura italiana deve infatti essere adeguato alle varie realtà presenti. Il materiale didattico deve rispecchiare le esigenze e le peculiarità dei contesti locali a cui saranno rivolti. Si ritiene per questo opportuno avviare dei processi di integrazione e di collaborazione tra i responsabili dei progetti formativi in Italia e quelli all’estero.
Da ultimo si fa notare come anche un abbattimento delle tasse d’importazione per i libri di testo favorirebbe una maggiore diffusione dell’italianità nel mondo.
c. Un ripensamento del ruolo del lettorato: verso una riforma
A quanto sopra affermato si aggiunge la proposta di sostituzione del ruolo del lettore MAE con personale qualificato reclutato a livello locale, tenendo conto della spesa che questo personale comporta per lo Stato e delle difficoltà che gli insegnanti MAE incontrano tal volta andando all’estero, senza un’adeguata conoscenza della lingua e della cultura ospitante. Inoltre, proponiamo l’istituzione di criteri di selezione mirati a integrare la promozione dell’ITALIA nella realtà locale del Paese in cui si opera.
d. La diffusione e la socializzazione alle nuove tecnologie
Favorire l’utilizzo di nuove tecnologie nell’insegnamento in quanto mezzo valido all’apprendimento a distanza attraverso progetti mirati, senza tuttavia sostituire la figura del docente in quanto soggetto centrale e imprescindibile di trasmissione diretta dell’italianità.
Creare, al contempo, una rete di informazione per permettere lo scambio, la condivisione di progetti. È necessario, quindi, valorizzare i siti web per permettere: scambi, confronti e arricchimenti tra istituzioni, operatori e principali attori individuali e collettivi.
e. Verso un ripensamento del ruolo degli Istituti di cultura
Tenendo conto delle nuove forme di migrazione, non più sintetizzabili con il semplice termine di emigrazione, la diffusione della cultura italiana all’estero non dovrebbe essere appannaggio delle sole istituzioni. L’obiettivo principale è quello di attirare pubblici diversi, soprattutto giovani e suscitare la voglia degli italiani all’estero di partecipare alle attività proposte. Creare un legame più stretto tra la cultura italiana e la cultura del territorio in cui operano gli IIC. Il MAE, in questa ipotesi, dovrebbe coordinare, dall’alto, approvando e sostenendo economicamente i diversi progetti linguistici e culturali proposti da chi lavora nel settore e conosce bene gli attori locali e le problematiche di ogni città, provincia o regione. Gli Istituti di Cultura, in questo disegno, sarebbero il referente del Ministero con cui dialogare in modo costante.
f. La promozione culturale
Si sottolinea che la Costituzione (Art. 6) e la legge italiana riconoscono e tutelano le minoranze linguistiche e culturali presenti sul territorio nazionale (sardo, friulano, sloveno...). Risulta, di conseguenza, importante proteggere, aiutare e sostenere all’estero anche la cultura e la lingua degli emigranti, cittadini italiani, appartenenti a tali minoranze linguistiche e culturali, tutelando così anche le varie sfaccettature dell’essere italiano.
Un altro nodo fondamentale della diffusione della cultura italiana è rappresentato dai mass media. A partire da tale consapevolezza, si propone che venga ampliata la diffusione di programmi televisivi italiani gratuiti, in quanto il linguaggio televisivo è oggi sempre più uno specchio dell’evoluzione culturale e linguistica, diventando per molti italiani - soprattutto per coloro che non hanno la possibilità di visitare il Bel Paese frequentemente a causa delle distanze - un vero e proprio corso di aggiornamento non solo linguistico, ma anche culturale.
Si propone inoltre l’abbassamento dei costi dei corsi di lingua italiana, offerti dagli istituti di cultura e dalla Dante Alighieri.
L’espressione della cultura italiana non si definisce, ovviamente, soltanto attraverso la lingua, essa comprende infatti anche altre forme espressive, quali: lo sport, la musica, l’artigianato, le arti, il volontariato, le professione etc.
Invitiamo dunque all’uso delle nostre strutture in tali campi per favorire questi interscambi, che avrebbero lo scopo di facilitare l’apprendimento della lingua e della cultura, come pure lo scambio di abilità e competenze, sempre in termini di reciprocità.
g. La mobilità degli studenti
Semplificare i percorsi degli studenti progettando iter burocratici più chiari e sicuri. Ciò significa: il riconoscimento dei titoli di studio, l’equipollenza dei crediti universitari, la convalida degli esami.
Questo implica altresì il favorire la partecipazione a: tirocini, soggiorni linguistici, stage e workshop in Italia. Occorre inoltre incrementare gli scambi culturali, quali SOCRATES, ERASMUS, COMENIUS, LEONARDO, LINGUA OVERSEAS etc., con tutti i Paesi stranieri, soprattutto con Paesi ove questi programmi non sono ancora previsti, in modo da garantire a tutti le stesse possibilità educative, come prevede l’Articolo 34 della Costituzione italiana.
IV. Per una nuova storia dell’emigrazione italiana
Nonostante siano tempi difficili siamo sicuri di essere di fronte all’inizio di un delicato momento storico di rinascimento dell’emigrazione dal punto di vista culturale ed economico.
Chiudere una pagina storica dell’emigrazione e rifiutare forse irreparabilmente il dialogo con i giovani che vivono all’estero dimostra che per comprendere il presente basta guardare alla storia per rendersi conto che gli antichi avevano ragione nel percepire l’espansione come motore della crescita economica, umana, culturale, spirituale, linguistica etc.
È riduttivo, oltre ad essere paradossalmente contro la storia e la tradizione italiana, avere l’idea che l’Italia è soltanto un pezzettino di terra a forma di stivale. Il vero confine di un Paese è quello delineato dalla sua influenza culturale: l’Italia, dunque, non è solo in Italia.
È nostro dovere di cittadini italiani all’estero essere protagonisti attivi di questa rinascita attraverso l’attualizzazione e il rinnovamento di una cultura costruita da milioni e milioni di mani, di menti e di cuori diffusi da secoli in tutto il mondo.
Roma, 8-12 dicembre 2008
Documento finale gruppo tematico
LINGUA E CULTURA
I. L’ITALIA NON E’ SOLO IN ITALIA. LA LINGUA COME LEGAME
Prima ancora del territorio, è la lingua la forma più ancestrale ed universale di unione e riconoscimento di un popolo. Specialmente per gli italiani all’estero, essa rappresenta un elemento di sintesi della dimensione identitaria, di ricchezza culturale e di benessere. Uno strumento così forte da essere paragonato a una calamità talmente potente da riparare alla distanza. Se la lingua è ciò che “istintivamente” ci attrae, ci lega e coinvolge, il primo compito selettivo di una Conferenza dei giovani italiani nel mondo è quello di rivendicare un tale potere di attrazione, anche attraverso la valorizzazione dell’insegnamento dell’italiano all’estero. Questa prima matrice di riconoscimento, deve ottenere cure continue e, quando possibile, un’attenta implementazione delle strutture esistenti. E se è la matrice preliminare del riconoscimento, vale anche in tempi di crisi economica globale.
Nell’ottica di continuare a diffondere e mantenere viva la cultura italiana - eliminando contraddizioni e differenze che possono invece radicalizzare le distanze tra gli italiani residenti in Italia e quelli che vivono in altri contesti nazionali - appare necessario promuovere un rapporto bidirezionale affinché si favorisca l’aggiornamento e la creazione di reti di relazione tra tutti i connazionali, ovunque essi vivano.
L’insegnamento della lingua e della cultura italiana è stato sempre utilizzato strategicamente dal Governo come fondamentale medium della promozione della presenza italiana nel mondo e quale investimento e forma di collegamento verso le future generazioni. Da questo punto di vista, si deve mettere in luce il ruolo di rilievo che gli emigrati hanno avuto, consapevolmente o di fatto, in qualità di moltiplicatori e ambasciatori dell’italianità nel mondo, oltre che di sostegno economico per il Paese di origine (basti pensare, ad esempio, alle rimesse economiche).
I tagli prospettati dalla finanziaria, effettuati pragmaticamente, ma in maniera repentina, ammontano a circa il 64% per le politiche di questo settore e rischiano di compromettere in maniera definitiva lo sforzo intrapreso da generazioni di emigrati per mantenere vive la lingua, la cultura e le tradizioni del loro Paese di origine, nonostante la lontananza dall’Italia. Pur consapevoli della necessità di queste riduzioni, consideriamo comunque opportuna una decisa revisione delle modalità di assegnazione dei fondi per l’insegnamento della lingua e della cultura italiana all’estero, sollecitando una verifica rigorosa della loro gestione (si segnala, ad esempio, il caso degli insegnanti di ruolo designati dal MAE - Ministero degli Affari Esteri - con stipendi significativamente superiori rispetto a quelli dei professori locali e che spesso non possiedono la formazione specifica per insegnare l’italiano quale lingua straniera, come pure, sovente, un’adeguata conoscenza della lingua locale).
Le riduzioni finanziarie indiscriminate colpiranno, dunque, le associazioni e gli enti gestori che, grazie a una tradizione ormai consolidata, offrono ai giovani italiani nel mondo – altrimenti impossibilitati ad avvicinarsi all’Italia sia linguisticamente e culturalmente, che sul piano commerciale o turistico - l’opportunità di studiare la lingua e la cultura italiana, salvaguardando così le proprie radici. Ma è proprio in momenti di crisi che servono appunto progetti chiari, consistenti e trasparenti, perché la comunità sappia quali sono le politiche e le decisioni del Governo nei loro confronti. Affinché non si sprechino tutti questi anni di dedizione, compromettendo, forse definitivamente i ponti che legano l’Italia ai suoi figli lontani si devono gestire attentamente le risorse monetarie esistenti effettuando gli eventuali tagli in maniera meno radicale. Come scelta strategica in tempi di crisi si devono valorizzare le iniziative già esistenti e create nei diversi Paesi, stimolare la loro crescita a livello locale e garantire lo svolgimento delle attività previste dagli accordi già firmati. A sostegno di tale posizione è indispensabile sottolineare il ruolo fondamentale che hanno: i corsi di italiano (retti dalla legge 153), gli Istituti Italiani di Cultura, le scuole italiane all’estero e le associazioni che sono purtroppo costrette a ridurre progressivamente le loro attività e persino a chiudere unità pienamente operative.
Conosciamo la realtà italiana e sappiamo che, come in tutto il mondo, le previsioni sono di recessione economica. A fronte di tale situazione siamo qui non solo per sollecitare una sensibilità diversa nei confronti delle comunità italiane nel mondo, ma soprattutto per offrire le energie e le competenze presenti in esse per valorizzare le esperienze di qualità. L’obiettivo non è dunque unicamente quello di spingere a rivedere i tagli agli investimenti, ma di capitalizzare quanto già esiste (si rammenta che nella maggior parte dei Paesi del mondo operano strutture riconosciute dal Governo italiano che potrebbero essere meglio utilizzate per promuovere la lingua e la cultura e quindi il “prodotto Italia”). Inoltre, dal punto di vista economico la nuova realtà obbliga tutti all’esercizio di un’ottimizzazione delle risorse e persino, grazie alla razionalizzazione degli interventi, a fare di più con meno.
In estrema sintesi e per esemplificare quanto potrebbe esser fatto, grazie ad un’accorta strategia istituzionale, sarebbe possibile sia stabilire nuovi partenariati tra i vari governi locali e quello Italiano per articolare diversamente i costi, sia attivando ulteriori soluzioni di autosostenibilità.
II. POSSIBILI LINEE DI INTERVENTO
a. Per un rinascimento dell’emigrazione. La valorizzazione delle risorse italiane all’estero
Anche nell’era digitale, la lingua resta comunque il primo vettore di comunicazione. È quindi necessario un forte impegno nella salvaguardia e nella promozione della nostra lingua a livello mondiale attraverso:
- una presa di coscienza più forte e convinta da parte dello Stato della complessità e della diversità di ogni realtà locale in cui si è sviluppata una particolare storia dell’emigrazione italiana;
- il mantenimento del diritto all’apprendimento e all’insegnamento dell’italiano in quanto diritto all’istruzione iscritto nella Costituzione della Repubblica (Art. 34);
- una serie di investimenti mirati alla promozione dell’italiano come lingua straniera (da affiancare all’inglese, francese, spagnolo etc.);
- l’adozione di una linea politica di difesa e sostegno della pluralità linguistica e culturale.
b. La distanza da spreco a risorsa. La lingua come calamita
“La lingua più bella del mondo” costituisce, per noi tutti, un patrimonio da salvaguardare e su cui operare una “manutenzione permanente”. Investire nella promozione della lingua è però importante quanto la salvaguardia di quanto è stato fatto finora da attori istituzionali e non in tema di tutela della stessa.
La lingua, la cultura e l’immagine dell’Italia stanno conoscendo in questi anni un insperato quanto potente sviluppo, che allinea finalmente l’immagine dell’Italia a quel ruolo di “Superpotenza Culturale” universalmente riconosciutole in virtù dell’immenso patrimonio artistico e di una storia millenaria al centro di un Mar Mediterraneo culla di tutte le civiltà occidentali. Oramai, inoltre, la nostra lingua non attira più solo per le ben note ragioni (musica, canto, arti, cultura), ma anche per esigenze commerciali, di scambi economici, di finanza.
Le imprese italiane possono facilmente diffondere i loro prodotti tra gli appassionati dell’Italia; è noto che una persona che parla una lingua straniera assume delle affinità commerciali con il Paese in cui tale lingua è parlata. Promuovendo la lingua italiana aumenta, dunque, anche la nostra presenza commerciale nel mondo.
Ecco allora che i corsi di lingua e cultura italiana all’estero sono certamente fondamentali per il loro enorme valore culturale; una valenza relativa però non solo alla necessaria operazione di recupero dell’identità linguistico-culturale delle seconde e successive generazioni, ma anche per lo sviluppo dell’italofonia e dell’italofilia (che vanno di pari passo) e una speculare internazionalizzazione culturale, economica commerciale e turistica dell’Italia.
c. Contro la filosofia dei tagli a pioggia
Consapevoli dell’evoluzione di una congiuntura economica negativa, la ridefinizione nell’investimento rispetto alla diffusione dell’italiano non deve diventare irrazionale e compromettere l’esistenza dei corsi d’italiano. Tagliare in modo indiscriminato i fondi destinati alla promozione della lingua italiana significherebbe, infatti, non solo impedire l’esistenza della nostra lingua fra poche decine d’anni, ma costituirebbe anche il progressivo esaurirsi del mercato trainante dei nostri beni di consumo all’estero. Infatti, mentre altri Paesi stanno investendo centinaia di milioni per diffondere le proprie lingue nelle aree di mercato più importanti del mondo, noi ci muoveremmo in una deleteria controtendenza, se, come si è più volte sottolineato, la promozione della lingua e della cultura italiana all’estero contribuisce all’immagine positiva di qualità e allo sviluppo economico dell’Italia. La prospettiva di soppressione dei finanziamenti e contributi non deve dunque compromettere tutti gli investimenti economici, gli sforzi umani e i risultati culturali e sociali raggiunti finora con grande impegno.
È in tal senso necessario sostenere la lingua e la cultura italiana con una politica seria e ragionata, coscienti che quando muore una lingua muore anche la sua cultura!
d. Acceleratori di culture. Alcune indicazioni progettuali
Esistono molte strutture che, nel loro piccolo, agiscono per la diffusione della lingua e della cultura italiana sul territorio tenendo in conto le esigenze locali.
Aprire il mercato a tutte le strutture già esistenti e meritevoli che siano in grado di proporre e gestire progetti multilaterali, intercomunitari, di scambio, di gemellaggio, progetti linguistici e culturali che sfruttino le risorse e le strutture presenti in ogni Paese o città del mondo e che permettano una razionalizzazione della spesa (cfr. Proposte Operative).
e. La qualità è anche quantità. Per un accesso allargato alla cultura italiana
Alla luce di quanto sinora esposto è possibile individuare almeno tre elementi da cui partire per lavorare a un miglioramento delle politiche di investimento relative all’ambito linguistico e culturale:
- individuare alcuni “indicatori di qualità” da applicare ai corsi forniti da tutte le strutture operanti sui vari territori;
- garantire la formazione e l’aggiornamento del personale docente;
- monitorare le attività e i risultati di tutte le strutture delegate alla promozione dell’italiano in vista della successiva distribuzione delle risorse finanziarie.
III. PROPOSTE OPERATIVE
a. Il bilinguismo
Combattere l’attuale “semilinguismo” di alcuni Paesi, favorendo il bilinguismo sin dall’età prescolare con asili bilingue e corsi di italiano gratuiti a tutti i livelli dell’istruzione. Sensibilizzare a tale riguardo i genitori, affinché sia incrementata non solo la frequenza di tali corsi, ma soprattutto i corsi di sostegno, indispensabili, in particolar modo, per i bambini con conoscenze linguistiche deficitarie.
Il bilinguismo permetterebbe così la piena interazione tra la cultura italiana e quella del luogo in cui si vive e faciliterebbe l’integrazione nei differenti contesti di residenza.
b. Verso una certificazione di qualità
Gli enti che promuovono la lingua e la cultura italiana devono impegnarsi a garantire un insegnamento caratterizzato da: professionalità, qualità e pertinenza dei contenuti dell’insegnamento, considerando, conseguentemente, anche una formazione continua dei docenti.
Per i Paesi in cui insegnanti di lingua e cultura italiane sono già presenti, devono essere favorite le loro assunzioni, permettendo in questo modo una continuità didattica nel tempo e agevolando i rapporti con le istituzioni e le autorità delle nazioni ospitanti. Tali persone, infatti, oltre ad avere le necessarie competenze per un’efficace trasmissione della lingua italiana, conoscono anche la realtà, la cultura e l’idioma del Paese in cui vivono; ciò permetterebbe un conseguente e notevole risparmio allo Stato italiano, in quanto lo solleverebbe dal costo degli onerosi assegni di trasferta che vengono pagati agli insegnati ministeriali. Da questo notevole risparmio di risorse si otterrebbe altresì un duplice vantaggio: 1) il poter inviare insegnanti MAE nei luoghi dove non sono ancora presenti; 2) la formazione di insegnanti locali mediante corsi professionali già esistenti con l’aggiunta di stage e corsi di aggiornamento in Italia per periodi di tempo determinati, che diano loro le qualifiche necessarie per poter insegnare la lingua e la cultura italiane nei loro Paesi di residenza. L’insegnamento della lingua e cultura italiana deve infatti essere adeguato alle varie realtà presenti. Il materiale didattico deve rispecchiare le esigenze e le peculiarità dei contesti locali a cui saranno rivolti. Si ritiene per questo opportuno avviare dei processi di integrazione e di collaborazione tra i responsabili dei progetti formativi in Italia e quelli all’estero.
Da ultimo si fa notare come anche un abbattimento delle tasse d’importazione per i libri di testo favorirebbe una maggiore diffusione dell’italianità nel mondo.
c. Un ripensamento del ruolo del lettorato: verso una riforma
A quanto sopra affermato si aggiunge la proposta di sostituzione del ruolo del lettore MAE con personale qualificato reclutato a livello locale, tenendo conto della spesa che questo personale comporta per lo Stato e delle difficoltà che gli insegnanti MAE incontrano tal volta andando all’estero, senza un’adeguata conoscenza della lingua e della cultura ospitante. Inoltre, proponiamo l’istituzione di criteri di selezione mirati a integrare la promozione dell’ITALIA nella realtà locale del Paese in cui si opera.
d. La diffusione e la socializzazione alle nuove tecnologie
Favorire l’utilizzo di nuove tecnologie nell’insegnamento in quanto mezzo valido all’apprendimento a distanza attraverso progetti mirati, senza tuttavia sostituire la figura del docente in quanto soggetto centrale e imprescindibile di trasmissione diretta dell’italianità.
Creare, al contempo, una rete di informazione per permettere lo scambio, la condivisione di progetti. È necessario, quindi, valorizzare i siti web per permettere: scambi, confronti e arricchimenti tra istituzioni, operatori e principali attori individuali e collettivi.
e. Verso un ripensamento del ruolo degli Istituti di cultura
Tenendo conto delle nuove forme di migrazione, non più sintetizzabili con il semplice termine di emigrazione, la diffusione della cultura italiana all’estero non dovrebbe essere appannaggio delle sole istituzioni. L’obiettivo principale è quello di attirare pubblici diversi, soprattutto giovani e suscitare la voglia degli italiani all’estero di partecipare alle attività proposte. Creare un legame più stretto tra la cultura italiana e la cultura del territorio in cui operano gli IIC. Il MAE, in questa ipotesi, dovrebbe coordinare, dall’alto, approvando e sostenendo economicamente i diversi progetti linguistici e culturali proposti da chi lavora nel settore e conosce bene gli attori locali e le problematiche di ogni città, provincia o regione. Gli Istituti di Cultura, in questo disegno, sarebbero il referente del Ministero con cui dialogare in modo costante.
f. La promozione culturale
Si sottolinea che la Costituzione (Art. 6) e la legge italiana riconoscono e tutelano le minoranze linguistiche e culturali presenti sul territorio nazionale (sardo, friulano, sloveno...). Risulta, di conseguenza, importante proteggere, aiutare e sostenere all’estero anche la cultura e la lingua degli emigranti, cittadini italiani, appartenenti a tali minoranze linguistiche e culturali, tutelando così anche le varie sfaccettature dell’essere italiano.
Un altro nodo fondamentale della diffusione della cultura italiana è rappresentato dai mass media. A partire da tale consapevolezza, si propone che venga ampliata la diffusione di programmi televisivi italiani gratuiti, in quanto il linguaggio televisivo è oggi sempre più uno specchio dell’evoluzione culturale e linguistica, diventando per molti italiani - soprattutto per coloro che non hanno la possibilità di visitare il Bel Paese frequentemente a causa delle distanze - un vero e proprio corso di aggiornamento non solo linguistico, ma anche culturale.
Si propone inoltre l’abbassamento dei costi dei corsi di lingua italiana, offerti dagli istituti di cultura e dalla Dante Alighieri.
L’espressione della cultura italiana non si definisce, ovviamente, soltanto attraverso la lingua, essa comprende infatti anche altre forme espressive, quali: lo sport, la musica, l’artigianato, le arti, il volontariato, le professione etc.
Invitiamo dunque all’uso delle nostre strutture in tali campi per favorire questi interscambi, che avrebbero lo scopo di facilitare l’apprendimento della lingua e della cultura, come pure lo scambio di abilità e competenze, sempre in termini di reciprocità.
g. La mobilità degli studenti
Semplificare i percorsi degli studenti progettando iter burocratici più chiari e sicuri. Ciò significa: il riconoscimento dei titoli di studio, l’equipollenza dei crediti universitari, la convalida degli esami.
Questo implica altresì il favorire la partecipazione a: tirocini, soggiorni linguistici, stage e workshop in Italia. Occorre inoltre incrementare gli scambi culturali, quali SOCRATES, ERASMUS, COMENIUS, LEONARDO, LINGUA OVERSEAS etc., con tutti i Paesi stranieri, soprattutto con Paesi ove questi programmi non sono ancora previsti, in modo da garantire a tutti le stesse possibilità educative, come prevede l’Articolo 34 della Costituzione italiana.
IV. Per una nuova storia dell’emigrazione italiana
Nonostante siano tempi difficili siamo sicuri di essere di fronte all’inizio di un delicato momento storico di rinascimento dell’emigrazione dal punto di vista culturale ed economico.
Chiudere una pagina storica dell’emigrazione e rifiutare forse irreparabilmente il dialogo con i giovani che vivono all’estero dimostra che per comprendere il presente basta guardare alla storia per rendersi conto che gli antichi avevano ragione nel percepire l’espansione come motore della crescita economica, umana, culturale, spirituale, linguistica etc.
È riduttivo, oltre ad essere paradossalmente contro la storia e la tradizione italiana, avere l’idea che l’Italia è soltanto un pezzettino di terra a forma di stivale. Il vero confine di un Paese è quello delineato dalla sua influenza culturale: l’Italia, dunque, non è solo in Italia.
È nostro dovere di cittadini italiani all’estero essere protagonisti attivi di questa rinascita attraverso l’attualizzazione e il rinnovamento di una cultura costruita da milioni e milioni di mani, di menti e di cuori diffusi da secoli in tutto il mondo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Statuto del PD nella Circoscrizione estero
Testo definitivo approvato dall’Assemblea nazionale della Circoscrizione estero
Parte I
Principi generali
Articolo 1.
(Principi del Partito Democratico nella Circoscrizione estero)
1. Lo Statuto del Partito Democratico nella Circoscrizione estero richiama e rispetta i principi generali dettati dallo Statuto nazionale del Partito Democratico, del suo Manifesto dei Valori e del Codice Etico.
2. Tutto ciò che non è espressamente regolato da questo Statuto è rimandato allo Statuto, al Manifesto dei Valori e al Codice Etico nazionali.
PARTE II
Principi e soggetti della vita democratica del Partito nella Circoscrizione estero
Articolo 2.
(Principi della democrazia interna)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero si basa sul principio del federalismo politico ed è costituito da iscritti ed elettori. Persegue il principio delle pari opportunità, secondo il dettato degli articoli 2, 49 e 51 della Costituzione.
2. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero affida alla partecipazione degli iscritti e degli elettori, di norma tramite lo strumento delle primarie, le decisioni fondamentali circa l’elezione delle principali cariche politiche e la scelta delle candidature per le più importanti cariche istituzionali e per il Parlamento nazionale ed europeo.
Articolo 3.
(Principali soggetti del Partito e loro diritti e doveri)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero è composto di diversi livelli territoriali e forme plurali di partecipazione alla vita politica. Lo Statuto identifica due soggetti principali della democrazia interna: gli “iscritti” e gli “elettori”, con diversi diritti e doveri.
2. Per “iscritti” si intendono quei cittadini italiani, che si iscrivono al Partito accettandone le indicazioni del presente Statuto, del Manifesto dei valori e del Codice etico nazionali.
3. Per “elettori” si intendono quei cittadini italiani, iscritti e non iscritti al Partito Democratico, che dichiarano di riconoscersi nelle linee politiche del Partito, di sostenerlo alle elezioni, e di accettare di essere registrati nell’Albo pubblico degli elettori.
4. Per tutto ciò che concerne i diritti e i doveri degli iscritti e degli elettori si fa riferimento a quanto stabilito dallo Statuto nazionale.
5. L’iscrizione al Partito, così come la registrazione nell’Albo degli elettori, può avvenire anche per via telematica, è individuale ed è possibili a partire dal compimento del sedicesimo anno di età. Copia dell’elenco delle iscrizioni al Partito e delle registrazioni all’Albo degli elettori e delle elettrici di ogni singolo cittadino deve essere obbligatoriamente trasmessa al Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero e alla Segreteria di Paese. Saranno esclusivamente l’anagrafe degli iscritti e l’Albo inviati al Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero a far fede in caso di controversie locali.
PARTE III
Modalità di elezione degli organismi dirigenti nazionali
Articolo 4.
(Elezione dei membri di diritto alla Direzione nazionale)
1. I quattro membri di diritto del Partito nella Circoscrizione estero alla Direzione nazionale sono, tenendo conto della parità di genere, i rappresentanti delle quattro ripartizioni elettorali: Europa, America Meridionale, America Settentrionale e Centrale, Africa/Asia/Oceania/Antartide.
Articolo 5.
(Elezione del Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero)
1. Il Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero (da qui in poi chiamato Coordinamento della Circoscrizione estero) è l’organismo di indirizzo e coordinamento del Partito Democratico all’estero.
2. Fanno parte del Coordinamento della Circoscrizione estero, con funzioni di indirizzo e coordinamento, i quattro coordinatori delle ripartizioni e, su proposta del Segretario nazionale, il Coordinatore del PD per gli italiani nel mondo e un ristretto numero di altri componenti, votato a maggioranza e a scrutinio segreto dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
3. L’Assemblea può integrare la proposta del Segretario nazionale.
4. Fanno parte di diritto del Coordinamento della Circoscrizione estero i parlamentari del PD eletti all’estero (e gli iscritti al PD che ricoprono importanti ruoli istituzionali per gli italiani all’estero: il segretario del CGIE).
Articolo 6.
(Presidente dell’Assemblea nazionale dei delegati della Circoscrizione estero)
1. L’Assemblea nazionale dei delegati del PD della Circoscrizione estero (da qui in poi chiamata Assemblea della Circoscrizione estero), composta ai sensi dell’art. 16 del Regolamento per le Primarie all’estero del settembre 2007 e successive modifiche, elegge un Presidente che ha il compito esclusivo di convocare e presiedere i lavori della relativa Assemblea.
2. Il Presidente è eletto a scrutinio segreto e a maggioranza.
PARTE IV
Struttura federale e diverse specificità territoriali
Articolo 7.
(Autonomia statutaria della Circoscrizione estero)
1. Il presente Statuto, nel rispetto dei principi fondamentali dello Statuto nazionale, regolamenta l’attività del partito nel suo ambito territoriale.
2. E’ approvato e modificato dalla relativa Assemblea della Circoscrizione estero con il voto favorevole della maggioranza.
3. Sono sottoposte alla discussione e al voto quelle proposte che siano state sottoscritte da almeno 25 componenti dell’Assemblea della Circoscrizione estero.
4. Entra in vigore entro trenta giorni dall’approvazione, a meno che entro tale termine non siano sollevati problemi di conformità con i principi fondamentali dello Statuto nazionale.
5. L’autonomia politica e organizzativa dei diversi livelli territoriali del partito sono consentite a livello locale, di Paese o di Ripartizione, purché coerenti con i principi generali di questo Statuto e di quello Nazionale, nonché del Manifesto dei Valori e del Codice Etico nazionali.
Articolo 8.
(Autonomia delle strutture territoriali)
1. Ai diversi livelli del partito è riconosciuta autonomia politica, programmatica, organizzativa e finanziaria in tutte le materie che il presente Statuto non riservi alla potestà degli organi nazionali, comprese le alleanze politiche ed elettorali a livello locale e di Paese.
2. Nel caso di alleanze politiche o di accordi con partiti di altri paesi, il livello territoriale competente è tenuto a informare preventivamente il Segretario di Paese e il Coordinatore nazionale del PD della Circoscrizione estero, che informa la Segreteria nazionale del PD, cui è demandata la decisione finale.
3. Gli organi nazionali italiani possono intervenire direttamente negli ambiti riservati ai livelli territoriali di Ripartizione, di Paese e locali qualora gli effetti della loro azione possono pregiudicare i valori fondamentali del partito definiti dal Manifesto e dal Codice etico nazionali. In tali casi la Direzione nazionale può annullare le deliberazioni della Circoscrizione estero o dei suoi diversi livelli territoriali.
4. L’autonomia territoriale, di Paese o locale che sia, comprende anche la possibilità di stipulare accordi tra le unioni di Paese e locali, fermo restando che detti accordi rispettino i principi dello Statuto della Circoscrizione estero e quello nazionale, oltre che le responsabilità dei vari livelli territoriali sanciti in questo statuto.
5. Il Partito Democratico della Circoscrizione estero può, altresì, stipulare patti programmatici e di azione, generali o rivolti a specifici obiettivi, con forze sociali e associative operanti in Italia e all’estero, secondo i principi e le modalità previste nei precedenti articoli 9 e 10 di questo Statuto.
Articolo 9.
(Circoli locali, segreterie di Paese e coordinamenti di Ripartizione)
1. I Circoli costituiscono le unità politiche e organizzative nelle quali gli iscritti e gli elettori partecipano alla vita del partito. Si distinguono in:
a) circoli territoriali, legati al luogo di residenza;
b) circoli ambientali, legati alla sede di lavoro e/o di studio;
c) circoli on-line, attivi sulla rete internet e ai quali è possibile aderire indipendentemente dalla sede di residenza, di lavoro e di studio.
d) circoli tematici, legati a specifiche tematiche.
In ciascuna località e in riferimento a ciascuna sede di lavoro o di studio possono essere costituiti circoli che abbiano almeno un minimo di venticinque tesserati. Laddove vi è un unico circolo il numero minimo di tesserati è di sette.
2. Ogni cittadino può essere iscritto a un solo circolo territoriale, ambientale oppure on-line in Italia o all’estero. Può partecipare al dibattito politico, con diritto di parola, in tutti i circoli in cui lo ritiene utile, ma esercitare il diritto di voto attivo e passivo esclusivamente nel circolo in cui è iscritto e secondo le modalità stabilite da questo Statuto.
3. Gli iscritti ai circoli on-line, fermo restando il diritto di partecipare alla vita politica interna e all’elezione degli organi dirigenti di questi, indicano il circolo territoriale o ambientale di riferimento, almeno dove vi sia presenza reale e concreta di essi, al solo fine di creare un contatto e una reciproca conoscenza dei vari militanti delle due diverse e distinte realtà.
4. Ogni elettore può partecipare, senza diritto di voto, alle attività dei circoli.
5. Ogni circolo locale dovrà necessariamente avere un’Assemblea degli iscritti, un Presidente, un segretario politico esecutivo e un Tesoriere.
6. Altre figure e responsabilità possono essere decise e introdotte dalla segreteria del circolo a seconda delle esigenze locali.
7. Può far parte degli organismi dirigenti del partito ai vari livelli territoriali della Circoscrizione chi risulta iscritto all’AIRE, chi risieda, per motivi di lavoro o di studio, temporaneamente all’estero.
8. Se il circolo locale non potrà dotarsi di una Commissione di garanzia le eventuali controversie saranno giudicate dal primo livello politico superiore: la segreteria di Paese di riferimento o la commissione di Garanzia nazionale.
9. Nei Paesi ove vi sia un solo circolo, esso coincide con la Segreteria di Paese. La Segreterie di Paese è organismo di ambito territoriale nazionale con compiti di indirizzo politico e ruolo di raccordo tra i vari circoli locali del Paese di riferimento e gli altri livelli di rappresentanza territoriale del Partito.
10. Ogni Segreteria di Paese dovrà necessariamente avere un’Assemblea, un Presidente dell’Assemblea, un Segretario politico e un Tesoriere.
11. Altre figure e responsabilità possono essere decise e introdotte dalla Segreteria di Paese e del circolo a seconda delle esigenze locali.
12. I coordinamenti di Ripartizione devono favorire e promuovere la nascita di nuovi circoli in paesi dove non ve ne sia presenza, con compiti di organizzazione e raccordo del partito a livello continentale e, nel caso della Ripartizione Africa/Asia/Oceania/Antartide, anche intercontinentale. Detti coordinamenti dovranno necessariamente avere un Coordinatore, un Tesoriere e altre figure stabilite localmente sulla base delle esigenze locali.
13. I coordinamenti di Ripartizione sono espressione diretta di tutte le organizzazioni politiche dei paesi compresi nella Ripartizione elettorale in questione.
14. Fa parte dei coordinamenti di Ripartizione un delegato di ciascun Paese in cui vi sia almeno una organizzazione del Partito, designato localmente secondo i propri statuti e regolamenti.
A questi si aggiunge, per ciascun Paese, un delegato ogni 20 punti percentuali di voti raggiunti dal PD nelle ultime elezioni politiche nel rispettivo Paese; un delegato ogni 20.000 voti assoluti per il PD nel corso delle ultime elezioni politiche nel rispettivo Paese; un delegato ogni 100 iscritti al Partito Democratico nel rispettivo Paese.
Tutti i delegati saranno designati localmente secondo gli statuti e regolamenti dei rispettivi Paesi.
Articolo 10.
(Mandati politici)
1. I mandati di Segretario di Paese e Segretario locale durano al massimo quattro anni e sono riconfermabili per una sola volta consecutiva, dunque per un massimo complessivo e consecutivo di due mandati.
2. L’elezione, con il sistema delle primarie, dell’Assemblea e del Segretario di Paese o locale, si svolge in una data unica per tutte le organizzazioni presenti in un Paese o in una Ripartizione elettorale, stabilita dal Coordinamento di Ripartizione d’intesa con le segreterie di Paese e il Coordinamento della Circoscrizione estero.
3. Le candidature a Segretario locale e a Segretario di Paese vengono presentate in collegamento con liste di candidati a componenti della relativa Assemblea, sulla base di piattaforme politico-programmatiche concorrenti. In ciascun livello elettorale possono essere presentate una o più liste collegate a ciascun candidato alla Segreteria. Ciascuna candidatura deve essere sottoscritta da almeno il 10% degli scritti al Partito al relativo livello in cui ci si candida.
4. Nel caso in cui sia stata avanzata una sola candidatura alla carica oggetto di selezione, si può non procedere con il metodo delle primarie.
5. L’elettorato passivo è riservato agli iscritti in regola con i requisiti di iscrizione al momento dell’indizione dell’elezione e presenti nell’Anagrafe degli iscritti da almeno quattro mesi prima del giorno in cui sono state indette le elezioni, fatta eccezione per le prime elezioni dopo l’approvazione di questo Statuto. L’elettorato attivo è riservato a tutte le persone per le quali ricorrano le condizioni per essere registrate nell’Albo degli elettori e che ne facciano richiesta anche al momento del voto.
6. Se il Segretario di Paese o locale cessa dalla carica prima del termine del suo mandato, il Presidente della relativa Assemblea convoca l’Assemblea per una data non successiva a trenta giorni dalla cessazione del mandato per indire nuove elezioni primarie per l’elezione del Segretario e della stessa Assemblea.
7. L’Assemblea può, su mozione motivata, approvata con il voto favorevole della maggioranza assoluta dei suoi componenti, sfiduciare il Segretario. Se l’Assemblea sfiducia il Segretario, si procede a nuove elezioni primarie per l’Assemblea e per il Segretario.
PARTE V
Selezione dei candidati alle diverse cariche istituzionali
Articolo 11.
(Elezioni primarie e selezione candidati)
1. Per “elezioni primarie” si intendono le elezioni che hanno a oggetto la scelta dei candidati a cariche politiche e istituzionali elettive.
2. Il Regolamento per le elezioni primarie è approvato con i voti favorevoli della maggioranza assoluta dei componenti dell’Assemblea della Circoscrizione estero. Esso deve rispettare i principi del Regolamento per le primarie all’estero del settembre 2007 e successive modifiche, il Regolamento quadro per la selezione delle candidature alle cariche istituzionali approvato dall’Assemblea nazionale e il Codice Etico nazionale.
3. Vengono in ogni caso selezionati con il metodo delle primarie – secondo il Regolamento di cui al precedente comma 3 – i candidati alla carica Parlamentare nazionale ed europeo e i candidati alle principali cariche istituzionali. Qualora il Partito Democratico concorra con altri partiti alla presentazione di candidature comuni per tali cariche, valgono le norme contenute nell’articolo 16 del presente Statuto.
4. Il Regolamento per le Primarie all’estero di cui al comma 3 è oggetto di ratifica da parte dell’Assemblea della Circoscrizione estero.
5. Le elettrici e gli elettori che non possiedono i requisiti della cittadinanza italiana non possono partecipare alle primarie per la scelta dei candidati alle cariche istituzionali e parlamentari.
Articolo 12.
(Primarie di coalizione)
1. Qualora il Partito Democratico stipuli accordi pre-elettorali confederali o di coalizione con altre forze politiche a vari livelli o per il Parlamento nazionale ed europeo, i candidati comuni alle diverse cariche vengono selezionati mediante elezioni primarie aperte a tutte le cittadine e i cittadini italiani che alla data delle medesime elezioni abbiano compiuto sedici anni di età nonché, con i medesimi requisiti di età, ai cittadini di altra nazionalità che a vario titolo sono interessati alla politica e alle istituzioni italiane e devolvano il contributo eventualmente previsto dallo specifico Regolamento di cui al successivo comma 2.
2. Il Regolamento per lo svolgimento delle primarie di coalizione stabilisce, salvo quanto già previsto da questo statuto, le modalità per la presentazione delle candidature e la convocazione della consultazione, disciplina la competizione per la fase che va dalla presentazione delle candidature alle elezioni, fissa modalità rigorose di registrazione dei votanti e di svolgimento delle operazioni di voto.
3. Qualora, al fine di raggiungere l’accordo di coalizione, si intenda apportare modifiche ai principi espressi nel comma 1 del presente articolo o utilizzare un diverso metodo per la scelta dei candidati comuni, la deroga deve essere approvata con il voto favorevole dei tre quinti dei componenti l’Assemblea del livello territoriale corrispondente.
4. Nel caso di primarie di coalizione, gli iscritti al Partito Democratico possono avanzare la loro candidatura qualora essa sia stata sottoscritta da almeno il trenta per cento dei componenti dell’Assemblea del livello territoriale corrispondente, o da almeno il venti per cento degli iscritti nel relativo ambito territoriale.
5. Nel caso in cui sia stata avanzata una sola candidatura alla carica oggetto di selezione, non si svolgono le elezioni primarie.
PARTE VI
Principi ispiratori per le diverse candidature politiche e ruoli istituzionali
Articolo 13.
(Codice etico)
1. Non possono far parte del Partito Democratico come iscritti o elettori, né essere candidate a cariche interne o rappresentare il Partito a cariche istituzionali, né come elettori né come iscritti, coloro che risultino essere esclusi sulla base del Codice Etico nazionale.
Articolo 14.
(Incandidabilità e incompatibilità)
1. Per tutto ciò che riguarda le incandidabilità e le incompatibilità si fa riferimento a quanto previsto dallo Statuto, dal Manifesto dei Valori e dal Codice Etico nazionali.
PARTE VII
Strumenti per la partecipazione, l’elaborazione del programma e la formazione politica
Articolo 15.
(Forum tematici e generalisti)
1. Le finalità dei Forum delle donne, dei giovani, degli anziani, della rete associativa e di enti tematici e generalisti sono: la libera discussione, la partecipazione alla vita pubblica, la formazione degli elettori e degli iscritti al partito e il coinvolgimento di tutti quei cittadini, anche non elettori, nell’elaborazione di proposte programmatiche e di individuazione di campagne su temi specifici. I Forum producono discussioni e materiali utili alle decisioni e all’iniziativa politica del Partito Democratico, di cui i gruppi dirigenti ai diversi livelli territoriali devono tener conto ai fini delle scelte e degli indirizzi politici.
2. La partecipazione ai Forum è aperta a tutti i cittadini. I partecipanti, qualora lo accettino al momento della propria adesione al Forum, vengono registrati nell’Albo degli elettori del Partito Democratico nella Circoscrizione estero.
3. I Forum sono indipendenti, autonomi e dotati di un proprio Statuto, ma hanno un rapporto di collaborazione e dialogo attivo con i gruppi dirigenti del Partito Democratico nella Circoscrizione estero ai suoi diversi livelli. Un Forum è riconosciuto dal Partito Democratico e collabora con esso a livello locale secondo quanto stabilito dal precedente comma 1.
4. I Forum tematici che abbiano un radicamento e un’organizzazione a vari livelli o di tipo globale, sono riconosciuti dal Partito Democratico e collaborano con esso anche al livello nazionale della Circoscrizione estero, secondo quanto stabilito dal precedente comma 1, qualora siano attivi nelle quattro Ripartizioni elettorali.
5. Il rapporto con i Forum può essere meglio disciplinato sia a livello locale che nazionale da Regolamenti comuni e condivisi che dovranno essere sottoscritti dai responsabili dei Forum e del Partito Democratico ai diversi livelli.
6. Gli organismi dirigenti del Partito Democratico si esprimono sull’attività e sui materiali prodotti dai Forum quando discutono o deliberano su contenuti da essi proposti, secondo le modalità stabilite dagli eventuali Regolamenti di cui al precedente comma 5.
7. I materiali e i documenti prodotti dai Forum devono essere pubblici e accessibili a tutti in forma gratuita. Il Partito Democratico decide liberamente di utilizzarli per l’elaborazione del proprio programma elettorale e più in generale delle proprie posizioni e iniziative politiche.
8. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero dà vita a un luogo pubblico di riflessione, ricerca, discussione ed elaborazione politica e culturale riguardante i temi delle migrazioni e delle problematiche legate agli italiani che vivono all’estero. Il Forum, che si avvarrà anche delle forme telematiche, si pone l’obiettivo di dialogare e collaborare con le strutture di formazione politica, le personalità, i gruppi organizzati che fanno parte del vasto mondo democratico e progressista presente tra le nostre collettività all’estero o in Italia.
Articolo 16.
(Fondazioni, associazioni e altri istituti a carattere politico-culturale)
1. Il Partito Democratico, ai sensi dell’Art. 18 della Costituzione, favorisce la libertà e il pluralismo associativo e stabilisce rapporti di collaborazione ai vari livelli territoriali con fondazioni, associazioni e altri istituti locali, di Paese e internazionali, a carattere politico-culturale e senza fini di lucro, garantendone e rispettandone l’autonomia.
2. Il Partito Democratico riconosce tali fondazioni, associazioni e istituti quali strumenti per la divulgazione del sapere, il libero dibattito scientifico, la elaborazione politico-programmatica ai vari livelli territoriali.
PARTE VIII
Gestione finanziaria della Circoscrizione estero
Articolo 17.
(Comitato di tesoreria della Circoscrizione estero)
1. Presso il Coordinamento della Circoscrizione estero è costituito un Comitato di tesoreria, eletto a maggioranza dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
2. Gli iscritti al Partito Democratico all’estero hanno l’obbligo di sostenere finanziariamente le attività politiche del Partito con una “quota di iscrizione annuale” da versare al momento del tesseramento e secondo quanto stabilito dalle strutture locali o di Paese.
2 bis. I proventi derivanti dalle quote di iscrizione o altre forme di autofinanziamento restano a esclusiva disposizione del circolo locale.
3. Il finanziamento del Partito nella Circoscrizione estero deriva delle risorse previste dal rimborso elettorale proveniente, secondo le vigenti disposizioni di legge, dal voto politico nella Circoscrizione estero e dalle eventuali campagne di autofinanziamento.
4. Le risorse finanziarie spettanti alla Circoscrizione estero provenienti dal Rimborso elettorale secondo le vigenti disposizioni di legge, sono stabilite annualmente dal Tesoriere nazionale del Partito Democratico, d’intesa con il Comitato di tesoreria del PD della Circoscrizione estero, in rapporto al finanziamento percepito in occasione di elezioni politiche nella stessa Circoscrizione Estero e secondo le esigenze organizzative e le attività politiche previste per quell’anno in detta Circoscrizione. L’impiego delle risorse economiche annualmente stabilite è deciso esclusivamente dagli organismi rappresentativi della Circoscrizione estero.
5. Il Comitato di Tesoreria della Circoscrizione estero concorda con il Tesoriere nazionale del Partito Democratico la quota di rimborsi spettanti alla Circoscrizione estero.
6. Il Comitato di tesoreria della Circoscrizione estero, a inizio anno e non oltre il 31 gennaio, informa l’Assemblea della Circoscrizione estero sulle risorse finanziarie disponibili. Entro il 15 dicembre successivo, lo stesso Comitato presenta una relazione su come sono state utilizzate le risorse dell’anno trascorso.
Articolo 18.
(Autonomia gestionale e responsabilità)
1. Le strutture del Partito sul territorio hanno una propria autonomia gestionale. Ciascuna struttura organizzativa è responsabile esclusiva degli atti e dei rapporti giuridici da essa posti in essere e non coinvolge né le altre articolazioni né la Direzione nazionale del Partito Democratico.
Articolo 19.
(Rapporti finanziari all’interno della Circoscrizione estero)
1. Le risorse finanziarie, come previsto dal comma 3 dell’Art. 17 del presente Statuto, sono interamente impiegate sul territorio per l’attività politica.
2. I criteri per l’assegnazione delle risorse finanziarie all’interno della Circoscrizione estero sono stabiliti da un apposito Regolamento approvato a maggioranza dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
PARTE IX
Anagrafe e Revisioni Statuto
Articolo 20.
(Gestione del’Anagrafe e dell’Albo)
1. Ogni singolo circolo dovrà fornire copia della propria Anagrafe degli iscritti e del proprio Albo degli elettori alla Segreteria di Paese e al Coordinamento della Circoscrizione estero, entro la fine di novembre dell’anno a cui corrisponde il tesseramento.
2. La copia dell’Anagrafe e dell’Albo in possesso del Coordinamento della Circoscrizione estero saranno gli unici elenchi a far fede ai fini congressuali, del conteggio degli iscritti, degli elettori e in caso di controversie non risolte al livello locale.
3. Ogni livello politico stabilisce, nel proprio ambito territoriale, le forme della pubblicità dei dati relativi agli iscritti e agli elettori oltre che le modalità di utilizzazione da parte dei dirigenti, nonché dei candidati ammessi a partecipare alle elezioni per gli organi del Partito Democratico, a quelle per le cariche istituzionali o per il Parlamento nazionale ed europeo, nel rispetto delle normative sulla privacy.
PARTE X
Norme transitorie e finali
Articolo 21.
(Elezioni organismi dirigenti)
1. A seguito dell’approvazione dello Statuto, l’Assemblea della Circoscrizione estero procede all’elezione del Presidente della medesima Assemblea, ai sensi dell’Art. 6 del presente Statuto.
2. A seguito dell’approvazione dello Statuto, l’Assemblea della Circoscrizione estero decide tempi e modi per le elezioni di tutti gli altri organismi dirigenti del Partito della Circoscrizione estero.
PARTE XI
Organizzazione giovanile del Partito Democratico all’estero
Articolo 22.
(Costituzione dell’organizzazione giovanile della Circoscrizione estero)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero riconosce al proprio interno un’organizzazione giovanile, dotata di propri organismi dirigenti.
2. Le forme e le modalità organizzative dell’organizzazione giovanile del PD nella Circoscrizione estero sono stabilite dallo Statuto della stessa organizzazione, in conformità a quanto previsto dallo Statuto nazionale dell’organizzazione giovanile del Partito Democratico in Italia.
Parte I
Principi generali
Articolo 1.
(Principi del Partito Democratico nella Circoscrizione estero)
1. Lo Statuto del Partito Democratico nella Circoscrizione estero richiama e rispetta i principi generali dettati dallo Statuto nazionale del Partito Democratico, del suo Manifesto dei Valori e del Codice Etico.
2. Tutto ciò che non è espressamente regolato da questo Statuto è rimandato allo Statuto, al Manifesto dei Valori e al Codice Etico nazionali.
PARTE II
Principi e soggetti della vita democratica del Partito nella Circoscrizione estero
Articolo 2.
(Principi della democrazia interna)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero si basa sul principio del federalismo politico ed è costituito da iscritti ed elettori. Persegue il principio delle pari opportunità, secondo il dettato degli articoli 2, 49 e 51 della Costituzione.
2. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero affida alla partecipazione degli iscritti e degli elettori, di norma tramite lo strumento delle primarie, le decisioni fondamentali circa l’elezione delle principali cariche politiche e la scelta delle candidature per le più importanti cariche istituzionali e per il Parlamento nazionale ed europeo.
Articolo 3.
(Principali soggetti del Partito e loro diritti e doveri)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero è composto di diversi livelli territoriali e forme plurali di partecipazione alla vita politica. Lo Statuto identifica due soggetti principali della democrazia interna: gli “iscritti” e gli “elettori”, con diversi diritti e doveri.
2. Per “iscritti” si intendono quei cittadini italiani, che si iscrivono al Partito accettandone le indicazioni del presente Statuto, del Manifesto dei valori e del Codice etico nazionali.
3. Per “elettori” si intendono quei cittadini italiani, iscritti e non iscritti al Partito Democratico, che dichiarano di riconoscersi nelle linee politiche del Partito, di sostenerlo alle elezioni, e di accettare di essere registrati nell’Albo pubblico degli elettori.
4. Per tutto ciò che concerne i diritti e i doveri degli iscritti e degli elettori si fa riferimento a quanto stabilito dallo Statuto nazionale.
5. L’iscrizione al Partito, così come la registrazione nell’Albo degli elettori, può avvenire anche per via telematica, è individuale ed è possibili a partire dal compimento del sedicesimo anno di età. Copia dell’elenco delle iscrizioni al Partito e delle registrazioni all’Albo degli elettori e delle elettrici di ogni singolo cittadino deve essere obbligatoriamente trasmessa al Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero e alla Segreteria di Paese. Saranno esclusivamente l’anagrafe degli iscritti e l’Albo inviati al Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero a far fede in caso di controversie locali.
PARTE III
Modalità di elezione degli organismi dirigenti nazionali
Articolo 4.
(Elezione dei membri di diritto alla Direzione nazionale)
1. I quattro membri di diritto del Partito nella Circoscrizione estero alla Direzione nazionale sono, tenendo conto della parità di genere, i rappresentanti delle quattro ripartizioni elettorali: Europa, America Meridionale, America Settentrionale e Centrale, Africa/Asia/Oceania/Antartide.
Articolo 5.
(Elezione del Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero)
1. Il Coordinamento nazionale del PD della Circoscrizione estero (da qui in poi chiamato Coordinamento della Circoscrizione estero) è l’organismo di indirizzo e coordinamento del Partito Democratico all’estero.
2. Fanno parte del Coordinamento della Circoscrizione estero, con funzioni di indirizzo e coordinamento, i quattro coordinatori delle ripartizioni e, su proposta del Segretario nazionale, il Coordinatore del PD per gli italiani nel mondo e un ristretto numero di altri componenti, votato a maggioranza e a scrutinio segreto dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
3. L’Assemblea può integrare la proposta del Segretario nazionale.
4. Fanno parte di diritto del Coordinamento della Circoscrizione estero i parlamentari del PD eletti all’estero (e gli iscritti al PD che ricoprono importanti ruoli istituzionali per gli italiani all’estero: il segretario del CGIE).
Articolo 6.
(Presidente dell’Assemblea nazionale dei delegati della Circoscrizione estero)
1. L’Assemblea nazionale dei delegati del PD della Circoscrizione estero (da qui in poi chiamata Assemblea della Circoscrizione estero), composta ai sensi dell’art. 16 del Regolamento per le Primarie all’estero del settembre 2007 e successive modifiche, elegge un Presidente che ha il compito esclusivo di convocare e presiedere i lavori della relativa Assemblea.
2. Il Presidente è eletto a scrutinio segreto e a maggioranza.
PARTE IV
Struttura federale e diverse specificità territoriali
Articolo 7.
(Autonomia statutaria della Circoscrizione estero)
1. Il presente Statuto, nel rispetto dei principi fondamentali dello Statuto nazionale, regolamenta l’attività del partito nel suo ambito territoriale.
2. E’ approvato e modificato dalla relativa Assemblea della Circoscrizione estero con il voto favorevole della maggioranza.
3. Sono sottoposte alla discussione e al voto quelle proposte che siano state sottoscritte da almeno 25 componenti dell’Assemblea della Circoscrizione estero.
4. Entra in vigore entro trenta giorni dall’approvazione, a meno che entro tale termine non siano sollevati problemi di conformità con i principi fondamentali dello Statuto nazionale.
5. L’autonomia politica e organizzativa dei diversi livelli territoriali del partito sono consentite a livello locale, di Paese o di Ripartizione, purché coerenti con i principi generali di questo Statuto e di quello Nazionale, nonché del Manifesto dei Valori e del Codice Etico nazionali.
Articolo 8.
(Autonomia delle strutture territoriali)
1. Ai diversi livelli del partito è riconosciuta autonomia politica, programmatica, organizzativa e finanziaria in tutte le materie che il presente Statuto non riservi alla potestà degli organi nazionali, comprese le alleanze politiche ed elettorali a livello locale e di Paese.
2. Nel caso di alleanze politiche o di accordi con partiti di altri paesi, il livello territoriale competente è tenuto a informare preventivamente il Segretario di Paese e il Coordinatore nazionale del PD della Circoscrizione estero, che informa la Segreteria nazionale del PD, cui è demandata la decisione finale.
3. Gli organi nazionali italiani possono intervenire direttamente negli ambiti riservati ai livelli territoriali di Ripartizione, di Paese e locali qualora gli effetti della loro azione possono pregiudicare i valori fondamentali del partito definiti dal Manifesto e dal Codice etico nazionali. In tali casi la Direzione nazionale può annullare le deliberazioni della Circoscrizione estero o dei suoi diversi livelli territoriali.
4. L’autonomia territoriale, di Paese o locale che sia, comprende anche la possibilità di stipulare accordi tra le unioni di Paese e locali, fermo restando che detti accordi rispettino i principi dello Statuto della Circoscrizione estero e quello nazionale, oltre che le responsabilità dei vari livelli territoriali sanciti in questo statuto.
5. Il Partito Democratico della Circoscrizione estero può, altresì, stipulare patti programmatici e di azione, generali o rivolti a specifici obiettivi, con forze sociali e associative operanti in Italia e all’estero, secondo i principi e le modalità previste nei precedenti articoli 9 e 10 di questo Statuto.
Articolo 9.
(Circoli locali, segreterie di Paese e coordinamenti di Ripartizione)
1. I Circoli costituiscono le unità politiche e organizzative nelle quali gli iscritti e gli elettori partecipano alla vita del partito. Si distinguono in:
a) circoli territoriali, legati al luogo di residenza;
b) circoli ambientali, legati alla sede di lavoro e/o di studio;
c) circoli on-line, attivi sulla rete internet e ai quali è possibile aderire indipendentemente dalla sede di residenza, di lavoro e di studio.
d) circoli tematici, legati a specifiche tematiche.
In ciascuna località e in riferimento a ciascuna sede di lavoro o di studio possono essere costituiti circoli che abbiano almeno un minimo di venticinque tesserati. Laddove vi è un unico circolo il numero minimo di tesserati è di sette.
2. Ogni cittadino può essere iscritto a un solo circolo territoriale, ambientale oppure on-line in Italia o all’estero. Può partecipare al dibattito politico, con diritto di parola, in tutti i circoli in cui lo ritiene utile, ma esercitare il diritto di voto attivo e passivo esclusivamente nel circolo in cui è iscritto e secondo le modalità stabilite da questo Statuto.
3. Gli iscritti ai circoli on-line, fermo restando il diritto di partecipare alla vita politica interna e all’elezione degli organi dirigenti di questi, indicano il circolo territoriale o ambientale di riferimento, almeno dove vi sia presenza reale e concreta di essi, al solo fine di creare un contatto e una reciproca conoscenza dei vari militanti delle due diverse e distinte realtà.
4. Ogni elettore può partecipare, senza diritto di voto, alle attività dei circoli.
5. Ogni circolo locale dovrà necessariamente avere un’Assemblea degli iscritti, un Presidente, un segretario politico esecutivo e un Tesoriere.
6. Altre figure e responsabilità possono essere decise e introdotte dalla segreteria del circolo a seconda delle esigenze locali.
7. Può far parte degli organismi dirigenti del partito ai vari livelli territoriali della Circoscrizione chi risulta iscritto all’AIRE, chi risieda, per motivi di lavoro o di studio, temporaneamente all’estero.
8. Se il circolo locale non potrà dotarsi di una Commissione di garanzia le eventuali controversie saranno giudicate dal primo livello politico superiore: la segreteria di Paese di riferimento o la commissione di Garanzia nazionale.
9. Nei Paesi ove vi sia un solo circolo, esso coincide con la Segreteria di Paese. La Segreterie di Paese è organismo di ambito territoriale nazionale con compiti di indirizzo politico e ruolo di raccordo tra i vari circoli locali del Paese di riferimento e gli altri livelli di rappresentanza territoriale del Partito.
10. Ogni Segreteria di Paese dovrà necessariamente avere un’Assemblea, un Presidente dell’Assemblea, un Segretario politico e un Tesoriere.
11. Altre figure e responsabilità possono essere decise e introdotte dalla Segreteria di Paese e del circolo a seconda delle esigenze locali.
12. I coordinamenti di Ripartizione devono favorire e promuovere la nascita di nuovi circoli in paesi dove non ve ne sia presenza, con compiti di organizzazione e raccordo del partito a livello continentale e, nel caso della Ripartizione Africa/Asia/Oceania/Antartide, anche intercontinentale. Detti coordinamenti dovranno necessariamente avere un Coordinatore, un Tesoriere e altre figure stabilite localmente sulla base delle esigenze locali.
13. I coordinamenti di Ripartizione sono espressione diretta di tutte le organizzazioni politiche dei paesi compresi nella Ripartizione elettorale in questione.
14. Fa parte dei coordinamenti di Ripartizione un delegato di ciascun Paese in cui vi sia almeno una organizzazione del Partito, designato localmente secondo i propri statuti e regolamenti.
A questi si aggiunge, per ciascun Paese, un delegato ogni 20 punti percentuali di voti raggiunti dal PD nelle ultime elezioni politiche nel rispettivo Paese; un delegato ogni 20.000 voti assoluti per il PD nel corso delle ultime elezioni politiche nel rispettivo Paese; un delegato ogni 100 iscritti al Partito Democratico nel rispettivo Paese.
Tutti i delegati saranno designati localmente secondo gli statuti e regolamenti dei rispettivi Paesi.
Articolo 10.
(Mandati politici)
1. I mandati di Segretario di Paese e Segretario locale durano al massimo quattro anni e sono riconfermabili per una sola volta consecutiva, dunque per un massimo complessivo e consecutivo di due mandati.
2. L’elezione, con il sistema delle primarie, dell’Assemblea e del Segretario di Paese o locale, si svolge in una data unica per tutte le organizzazioni presenti in un Paese o in una Ripartizione elettorale, stabilita dal Coordinamento di Ripartizione d’intesa con le segreterie di Paese e il Coordinamento della Circoscrizione estero.
3. Le candidature a Segretario locale e a Segretario di Paese vengono presentate in collegamento con liste di candidati a componenti della relativa Assemblea, sulla base di piattaforme politico-programmatiche concorrenti. In ciascun livello elettorale possono essere presentate una o più liste collegate a ciascun candidato alla Segreteria. Ciascuna candidatura deve essere sottoscritta da almeno il 10% degli scritti al Partito al relativo livello in cui ci si candida.
4. Nel caso in cui sia stata avanzata una sola candidatura alla carica oggetto di selezione, si può non procedere con il metodo delle primarie.
5. L’elettorato passivo è riservato agli iscritti in regola con i requisiti di iscrizione al momento dell’indizione dell’elezione e presenti nell’Anagrafe degli iscritti da almeno quattro mesi prima del giorno in cui sono state indette le elezioni, fatta eccezione per le prime elezioni dopo l’approvazione di questo Statuto. L’elettorato attivo è riservato a tutte le persone per le quali ricorrano le condizioni per essere registrate nell’Albo degli elettori e che ne facciano richiesta anche al momento del voto.
6. Se il Segretario di Paese o locale cessa dalla carica prima del termine del suo mandato, il Presidente della relativa Assemblea convoca l’Assemblea per una data non successiva a trenta giorni dalla cessazione del mandato per indire nuove elezioni primarie per l’elezione del Segretario e della stessa Assemblea.
7. L’Assemblea può, su mozione motivata, approvata con il voto favorevole della maggioranza assoluta dei suoi componenti, sfiduciare il Segretario. Se l’Assemblea sfiducia il Segretario, si procede a nuove elezioni primarie per l’Assemblea e per il Segretario.
PARTE V
Selezione dei candidati alle diverse cariche istituzionali
Articolo 11.
(Elezioni primarie e selezione candidati)
1. Per “elezioni primarie” si intendono le elezioni che hanno a oggetto la scelta dei candidati a cariche politiche e istituzionali elettive.
2. Il Regolamento per le elezioni primarie è approvato con i voti favorevoli della maggioranza assoluta dei componenti dell’Assemblea della Circoscrizione estero. Esso deve rispettare i principi del Regolamento per le primarie all’estero del settembre 2007 e successive modifiche, il Regolamento quadro per la selezione delle candidature alle cariche istituzionali approvato dall’Assemblea nazionale e il Codice Etico nazionale.
3. Vengono in ogni caso selezionati con il metodo delle primarie – secondo il Regolamento di cui al precedente comma 3 – i candidati alla carica Parlamentare nazionale ed europeo e i candidati alle principali cariche istituzionali. Qualora il Partito Democratico concorra con altri partiti alla presentazione di candidature comuni per tali cariche, valgono le norme contenute nell’articolo 16 del presente Statuto.
4. Il Regolamento per le Primarie all’estero di cui al comma 3 è oggetto di ratifica da parte dell’Assemblea della Circoscrizione estero.
5. Le elettrici e gli elettori che non possiedono i requisiti della cittadinanza italiana non possono partecipare alle primarie per la scelta dei candidati alle cariche istituzionali e parlamentari.
Articolo 12.
(Primarie di coalizione)
1. Qualora il Partito Democratico stipuli accordi pre-elettorali confederali o di coalizione con altre forze politiche a vari livelli o per il Parlamento nazionale ed europeo, i candidati comuni alle diverse cariche vengono selezionati mediante elezioni primarie aperte a tutte le cittadine e i cittadini italiani che alla data delle medesime elezioni abbiano compiuto sedici anni di età nonché, con i medesimi requisiti di età, ai cittadini di altra nazionalità che a vario titolo sono interessati alla politica e alle istituzioni italiane e devolvano il contributo eventualmente previsto dallo specifico Regolamento di cui al successivo comma 2.
2. Il Regolamento per lo svolgimento delle primarie di coalizione stabilisce, salvo quanto già previsto da questo statuto, le modalità per la presentazione delle candidature e la convocazione della consultazione, disciplina la competizione per la fase che va dalla presentazione delle candidature alle elezioni, fissa modalità rigorose di registrazione dei votanti e di svolgimento delle operazioni di voto.
3. Qualora, al fine di raggiungere l’accordo di coalizione, si intenda apportare modifiche ai principi espressi nel comma 1 del presente articolo o utilizzare un diverso metodo per la scelta dei candidati comuni, la deroga deve essere approvata con il voto favorevole dei tre quinti dei componenti l’Assemblea del livello territoriale corrispondente.
4. Nel caso di primarie di coalizione, gli iscritti al Partito Democratico possono avanzare la loro candidatura qualora essa sia stata sottoscritta da almeno il trenta per cento dei componenti dell’Assemblea del livello territoriale corrispondente, o da almeno il venti per cento degli iscritti nel relativo ambito territoriale.
5. Nel caso in cui sia stata avanzata una sola candidatura alla carica oggetto di selezione, non si svolgono le elezioni primarie.
PARTE VI
Principi ispiratori per le diverse candidature politiche e ruoli istituzionali
Articolo 13.
(Codice etico)
1. Non possono far parte del Partito Democratico come iscritti o elettori, né essere candidate a cariche interne o rappresentare il Partito a cariche istituzionali, né come elettori né come iscritti, coloro che risultino essere esclusi sulla base del Codice Etico nazionale.
Articolo 14.
(Incandidabilità e incompatibilità)
1. Per tutto ciò che riguarda le incandidabilità e le incompatibilità si fa riferimento a quanto previsto dallo Statuto, dal Manifesto dei Valori e dal Codice Etico nazionali.
PARTE VII
Strumenti per la partecipazione, l’elaborazione del programma e la formazione politica
Articolo 15.
(Forum tematici e generalisti)
1. Le finalità dei Forum delle donne, dei giovani, degli anziani, della rete associativa e di enti tematici e generalisti sono: la libera discussione, la partecipazione alla vita pubblica, la formazione degli elettori e degli iscritti al partito e il coinvolgimento di tutti quei cittadini, anche non elettori, nell’elaborazione di proposte programmatiche e di individuazione di campagne su temi specifici. I Forum producono discussioni e materiali utili alle decisioni e all’iniziativa politica del Partito Democratico, di cui i gruppi dirigenti ai diversi livelli territoriali devono tener conto ai fini delle scelte e degli indirizzi politici.
2. La partecipazione ai Forum è aperta a tutti i cittadini. I partecipanti, qualora lo accettino al momento della propria adesione al Forum, vengono registrati nell’Albo degli elettori del Partito Democratico nella Circoscrizione estero.
3. I Forum sono indipendenti, autonomi e dotati di un proprio Statuto, ma hanno un rapporto di collaborazione e dialogo attivo con i gruppi dirigenti del Partito Democratico nella Circoscrizione estero ai suoi diversi livelli. Un Forum è riconosciuto dal Partito Democratico e collabora con esso a livello locale secondo quanto stabilito dal precedente comma 1.
4. I Forum tematici che abbiano un radicamento e un’organizzazione a vari livelli o di tipo globale, sono riconosciuti dal Partito Democratico e collaborano con esso anche al livello nazionale della Circoscrizione estero, secondo quanto stabilito dal precedente comma 1, qualora siano attivi nelle quattro Ripartizioni elettorali.
5. Il rapporto con i Forum può essere meglio disciplinato sia a livello locale che nazionale da Regolamenti comuni e condivisi che dovranno essere sottoscritti dai responsabili dei Forum e del Partito Democratico ai diversi livelli.
6. Gli organismi dirigenti del Partito Democratico si esprimono sull’attività e sui materiali prodotti dai Forum quando discutono o deliberano su contenuti da essi proposti, secondo le modalità stabilite dagli eventuali Regolamenti di cui al precedente comma 5.
7. I materiali e i documenti prodotti dai Forum devono essere pubblici e accessibili a tutti in forma gratuita. Il Partito Democratico decide liberamente di utilizzarli per l’elaborazione del proprio programma elettorale e più in generale delle proprie posizioni e iniziative politiche.
8. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero dà vita a un luogo pubblico di riflessione, ricerca, discussione ed elaborazione politica e culturale riguardante i temi delle migrazioni e delle problematiche legate agli italiani che vivono all’estero. Il Forum, che si avvarrà anche delle forme telematiche, si pone l’obiettivo di dialogare e collaborare con le strutture di formazione politica, le personalità, i gruppi organizzati che fanno parte del vasto mondo democratico e progressista presente tra le nostre collettività all’estero o in Italia.
Articolo 16.
(Fondazioni, associazioni e altri istituti a carattere politico-culturale)
1. Il Partito Democratico, ai sensi dell’Art. 18 della Costituzione, favorisce la libertà e il pluralismo associativo e stabilisce rapporti di collaborazione ai vari livelli territoriali con fondazioni, associazioni e altri istituti locali, di Paese e internazionali, a carattere politico-culturale e senza fini di lucro, garantendone e rispettandone l’autonomia.
2. Il Partito Democratico riconosce tali fondazioni, associazioni e istituti quali strumenti per la divulgazione del sapere, il libero dibattito scientifico, la elaborazione politico-programmatica ai vari livelli territoriali.
PARTE VIII
Gestione finanziaria della Circoscrizione estero
Articolo 17.
(Comitato di tesoreria della Circoscrizione estero)
1. Presso il Coordinamento della Circoscrizione estero è costituito un Comitato di tesoreria, eletto a maggioranza dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
2. Gli iscritti al Partito Democratico all’estero hanno l’obbligo di sostenere finanziariamente le attività politiche del Partito con una “quota di iscrizione annuale” da versare al momento del tesseramento e secondo quanto stabilito dalle strutture locali o di Paese.
2 bis. I proventi derivanti dalle quote di iscrizione o altre forme di autofinanziamento restano a esclusiva disposizione del circolo locale.
3. Il finanziamento del Partito nella Circoscrizione estero deriva delle risorse previste dal rimborso elettorale proveniente, secondo le vigenti disposizioni di legge, dal voto politico nella Circoscrizione estero e dalle eventuali campagne di autofinanziamento.
4. Le risorse finanziarie spettanti alla Circoscrizione estero provenienti dal Rimborso elettorale secondo le vigenti disposizioni di legge, sono stabilite annualmente dal Tesoriere nazionale del Partito Democratico, d’intesa con il Comitato di tesoreria del PD della Circoscrizione estero, in rapporto al finanziamento percepito in occasione di elezioni politiche nella stessa Circoscrizione Estero e secondo le esigenze organizzative e le attività politiche previste per quell’anno in detta Circoscrizione. L’impiego delle risorse economiche annualmente stabilite è deciso esclusivamente dagli organismi rappresentativi della Circoscrizione estero.
5. Il Comitato di Tesoreria della Circoscrizione estero concorda con il Tesoriere nazionale del Partito Democratico la quota di rimborsi spettanti alla Circoscrizione estero.
6. Il Comitato di tesoreria della Circoscrizione estero, a inizio anno e non oltre il 31 gennaio, informa l’Assemblea della Circoscrizione estero sulle risorse finanziarie disponibili. Entro il 15 dicembre successivo, lo stesso Comitato presenta una relazione su come sono state utilizzate le risorse dell’anno trascorso.
Articolo 18.
(Autonomia gestionale e responsabilità)
1. Le strutture del Partito sul territorio hanno una propria autonomia gestionale. Ciascuna struttura organizzativa è responsabile esclusiva degli atti e dei rapporti giuridici da essa posti in essere e non coinvolge né le altre articolazioni né la Direzione nazionale del Partito Democratico.
Articolo 19.
(Rapporti finanziari all’interno della Circoscrizione estero)
1. Le risorse finanziarie, come previsto dal comma 3 dell’Art. 17 del presente Statuto, sono interamente impiegate sul territorio per l’attività politica.
2. I criteri per l’assegnazione delle risorse finanziarie all’interno della Circoscrizione estero sono stabiliti da un apposito Regolamento approvato a maggioranza dall’Assemblea della Circoscrizione estero.
PARTE IX
Anagrafe e Revisioni Statuto
Articolo 20.
(Gestione del’Anagrafe e dell’Albo)
1. Ogni singolo circolo dovrà fornire copia della propria Anagrafe degli iscritti e del proprio Albo degli elettori alla Segreteria di Paese e al Coordinamento della Circoscrizione estero, entro la fine di novembre dell’anno a cui corrisponde il tesseramento.
2. La copia dell’Anagrafe e dell’Albo in possesso del Coordinamento della Circoscrizione estero saranno gli unici elenchi a far fede ai fini congressuali, del conteggio degli iscritti, degli elettori e in caso di controversie non risolte al livello locale.
3. Ogni livello politico stabilisce, nel proprio ambito territoriale, le forme della pubblicità dei dati relativi agli iscritti e agli elettori oltre che le modalità di utilizzazione da parte dei dirigenti, nonché dei candidati ammessi a partecipare alle elezioni per gli organi del Partito Democratico, a quelle per le cariche istituzionali o per il Parlamento nazionale ed europeo, nel rispetto delle normative sulla privacy.
PARTE X
Norme transitorie e finali
Articolo 21.
(Elezioni organismi dirigenti)
1. A seguito dell’approvazione dello Statuto, l’Assemblea della Circoscrizione estero procede all’elezione del Presidente della medesima Assemblea, ai sensi dell’Art. 6 del presente Statuto.
2. A seguito dell’approvazione dello Statuto, l’Assemblea della Circoscrizione estero decide tempi e modi per le elezioni di tutti gli altri organismi dirigenti del Partito della Circoscrizione estero.
PARTE XI
Organizzazione giovanile del Partito Democratico all’estero
Articolo 22.
(Costituzione dell’organizzazione giovanile della Circoscrizione estero)
1. Il Partito Democratico nella Circoscrizione estero riconosce al proprio interno un’organizzazione giovanile, dotata di propri organismi dirigenti.
2. Le forme e le modalità organizzative dell’organizzazione giovanile del PD nella Circoscrizione estero sono stabilite dallo Statuto della stessa organizzazione, in conformità a quanto previsto dallo Statuto nazionale dell’organizzazione giovanile del Partito Democratico in Italia.
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